Cheia leva arraia à área de almoço de pousada no Pantanal de Miranda
Animal entrou e saiu sozinho do restaurante após alagamento
A bióloga Cláudia Paiva flagrou uma arraia dentro da área onde funciona o restaurante da Pousada Refúgio da Ilha, no Pantanal de Miranda, município localizado a 208 quilômetros de Campo Grande, no último domingo (8). O animal entrou no local por causa da cheia que alagou o entorno da pousada e transformou o pátio onde são servidas as refeições em uma área coberta por água.
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Durante a cheia no Pantanal de Miranda, uma arraia foi flagrada na área do restaurante da Pousada Refúgio da Ilha, localizada a 208 quilômetros de Campo Grande. O registro, feito pela bióloga Cláudia Paiva, mostra o animal próximo às mesas utilizadas pelos hóspedes no pátio alagado. A situação ocorreu de forma natural, pois a pousada fica completamente cercada por água durante o período de cheia. O animal entrou e saiu do local espontaneamente, sem causar transtornos. Segundo a bióloga, esse tipo de ocorrência é comum na região, onde o ciclo das águas altera a paisagem ao longo do ano.
O registro mostra a arraia parada no pátio alagado, próximo às mesas usadas pelos hóspedes. O vídeo ganhou repercussão após circular nas redes sociais e chamou atenção pela proximidade do animal com uma área de convivência do estabelecimento.
Ao publicar as imagens, Cláudia comentou o episódio de forma descontraída. “Hoje vou servir o almoço para uma hóspede muito especial, dona arraia. Só esperando na área do almoço. A cheia nos dá esse presente”, escreveu.
Em entrevista ao Campo Grande News, a bióloga explicou que a pousada fica completamente cercada por água durante o período de cheia no Pantanal. Segundo ela, o avanço do nível dos rios alagou toda a área ao redor do estabelecimento, inclusive o espaço destinado às refeições.
“Esse vídeo foi gravado na Pousada Refúgio da Ilha. Estamos em meio a uma cheia, então alagou tudo em volta da pousada, inclusive a área onde é servido o almoço, onde eu gravei o vídeo”, afirmou.
Cláudia contou que a arraia entrou no local de forma espontânea, acompanhando o fluxo da água, e saiu sozinha pouco tempo depois. “A arraia entrou por conta própria e saiu também”, disse.
De acordo com a bióloga, situações como essa se tornam mais comuns durante a cheia, quando a água conecta áreas que costumam permanecer secas em outros períodos do ano. Esse cenário permite que peixes circulem livremente pelo ambiente, inclusive em locais próximos a construções humanas.
A pousada fica em uma região do Pantanal onde o ciclo das águas altera a paisagem ao longo do ano. Durante a cheia, áreas de terra firme ficam submersas e passam a integrar o ambiente aquático, o que amplia a presença da fauna em pontos antes inacessíveis.
O caso não deixou danos nem exigiu intervenção. Após o registro, a rotina da pousada seguiu normalmente, com o nível da água mantendo o acesso dos animais a diferentes áreas do Pantanal.

