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Ex-advogado de serial killer é condenado por caluniar delegado

Por Anahi Zurutuza, Fernanda Palheta, Jhefferson Gamarra e Kamila Alcântara | 10/02/2026 06:00
Ex-advogado de serial killer é condenado por caluniar delegado
Jean Cabreira numa das entrevistas concedidas ao Campo Grande News em 2020 (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

Condenado – O advogado Jean Carlos Cabreira de Sousa, preso em flagrante neste fim de semana por disparar arma de fogo em rua do Bairro Mata do Jacinto, foi sentenciado recentemente em outra ação penal. Ele foi condenado por caluniar o delegado Carlos Delano, responsável pela investigação que levou o serial killer Cleber de Souza Carvalho, o “Pedreiro Assassino”, para a cadeia em 2020. Jean Carlos defendeu o homem que confessou 7 assassinatos.

Acusação – O advogado acusou o delegado de violar o sigilo funcional, afirmando que informações protegidas estavam sendo vazadas para a imprensa. Delano representou contra o defensor e a juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, entendeu o contrário, já que o inquérito policial não tramitava em sigilo, a delegacia é local de acesso público e qualquer interessado tinha direito às informações do caso.

Detenção – O réu foi condenado a 2 anos e 8 meses de detenção, em regime inicial aberto, pena que pode ser substituída por 7 horas semanais de prestação de serviços à comunidade. Jean Carlos poderá recorrer ainda, e em liberdade. Após a ocorrência do fim de semana, ele foi solto após pagar R$ 4.863,00 de fiança.

Não é o momento – Um dos nomes ventilados para deixar o governo e disputar as eleições deste ano, o secretário estadual de Educação, Helio Daher, já tem o destino traçado. Ao Campo Grande News o titular da SED garantiu que permanecerá na pasta. A decisão foi tomada após conversa com o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP). "Eu sei que teve um movimento e até agradeço as pessoas que viram o meu nome como um nome potencial, mas eu combinei com o governador que não é o momento, vou permanecer como secretário", disse.

Outra forma de apoio – O secretário acredita que poderá ajudar mais o progressista liderando uma das principais pastas. "Na minha opinião é a melhor política que a gente pode fazer para ele, entregar um bom trabalho na educação", completou.

Tudo no seu tempo Questionado sobre as futuras mudanças no primeiro e segundo escalão para as disputas eleitorais, Riedel voltou a dizer que é preciso respeitar o tempo da política. Segundo ele, o único nome definido é o do titular da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), Marcelo Miranda. "A gente está discutindo no conjunto, nessa formação partidária, nos nomes, mas não tem nada, nada definido", disse. Ele ainda brincou que isso só será fechado de vez no dia 2 de abril, véspera da data prevista pelo calendário eleitoral para de compatibilização.

Circo – Favorável a investigação parlamentar das fraudes financeiras do Banco Master, a senadora Soraya Thronicke (Podemos), é categórica ao defender um modelo especifico de comissão, separando o Senado da Câmara dos Deputados. Segundo ela, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que junta as duas casas legislativas vira circo. "A CPMI é muito tem muitos membros. Os deputados acabam usando e trabalhando uma questão política em vez de se aterem à questão técnica. A CPI tem menos membros é mais fácil de lidar. A CPMI é sempre um circo", criticou.

Segue líder - A senadora Tereza Cristina (PP) é a única parlamentar de Mato Grosso do Sul a ocupar uma liderança partidária no Congresso Nacional e teve o comando renovado nesta legislatura. Em um cenário de poucas mudanças nas lideranças, típico de ano eleitoral, o Progressistas decidiu manter a senadora sul-mato-grossense, que tem mais 4 anos de mandato, à frente da bancada no Senado.

De olho – O Ministério Público Federal abriu procedimento para vigiar de perto os contratos de terceirização da saúde em Campo Grande, após recomendação nacional que mira possíveis irregularidades nesse tipo de gestão. A medida, publicada no Diário do MPF extrajudicial de sexta-feira (6), ainda não é investigação ou ação judicial, mas um acompanhamento preventivo sobre contratos firmados com Organizações Sociais comuns na área da saúde.

Debate ampliado – O governo federal ampliou o grupo técnico que discute a situação dos entregadores por aplicativo ao incluir, oficialmente, os ministérios da Saúde, da Previdência Social e da Igualdade Racial, que até então não participavam da composição formal. A mudança, feita por portaria publicada nesta semana, não cria novas regras nem altera direitos de imediato, mas indica que o tema passa a ser tratado também sob a ótica da saúde, da proteção social e das desigualdades, além da relação de trabalho.