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Interior

Garoto confessa que ajudou a matar adolescente a machadadas e por ciúme

Ingrid tinha apenas 13 anos e foi assassinada a golpes de faca e machadinha

Por Ângela Kempfer e Viviane Oliveira | 23/01/2020 12:12
Ingrid morreu dias depois do desaparecimento em Chapadão do Sul. (Foto: Reprodução Facebook)
Ingrid morreu dias depois do desaparecimento em Chapadão do Sul. (Foto: Reprodução Facebook)

Um garoto de 15 anos foi apreendido na manhã desta quinta-feira (23) em Chapadão do Sul e confessou participação no assassinato de Ingrid Lopes Ribeiro, aos 13 anos. Segundo ele, a adolescente foi morta a golpes de faca e machadinha.

O corpo ficou 4 dias abandonado na sala da casa onde ocorreu o crime, só então foi enterrado no quintal, enrolado em sacos plásticos. O caso foi descoberto pela polícia ontem à noite (22), na Rua Perdizes, no Bairro Esplanada III.

O menino contou ao delegado Felipe Machado Potter que foi chamado pela proprietária da casa, Tayara Caroline Silva da Silva, 30 anos, que estava com ciúmes do relacionamento do ex-namorado com Ingrid. 

Cova onde o corpo da adolescente foi encontrado. (Foto: Chapadense News)
Cova onde o corpo da adolescente foi encontrado. (Foto: Chapadense News)

Ele detalhou que desferiu duas facadas na adolescente, enquanto a Tayara deu golpes de machadinha na cabeça da vítima. Ainda segundo o garoto, os braços e as pernas de Ingrid foram amarrados somente após a morte. "As duas sacolas foram postas sobre a cabeça do cadáver para evitar que o sangue se espalhasse pelo chão do imóvel", explica o delegado.

Tayara também foi presa, mas nega participação no crime e disse que o assassinato seria por dívida de drogas e que ela apenas "emprestou a casa".

A vítima só foi localizada por crianças que brincavam perto do local da cova e sentiram forte odor.

Desaparecida – Desde que Ingrid desapareceu, em 27 de outubro, a mãe dela fazia campanha nas redes sociais para localizar a filha.

Hoje pela manhã, a irmã de Ingrid, Liandra Lopes Antunes, 18 anos, conversou com o Campo Grande News. "Minha irmã vivia na casa dessa mulher", lamentou.

Liandra diz que a assassina chegou a atualizar, por diversas vezes, o Facebook de Ingrid, para não levantar suspeita do crime. No dia 4 de novembro, postou, inclusive, que a menina havia mudado para Campo Grande. "Ela atualizou várias coisas e apagou fotos", disse. À época, a mãe informou que a filha estava envolvida com drogas.