ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
ABRIL, SEGUNDA  20    CAMPO GRANDE 32º

Interior

Governo volta atrás e mantém pronto atendimento no HR de Três Lagoas

Após diálogo com o município, o Estado decide preservar funcionamento e ajustar a organização da rede

Por Jhefferson Gamarra | 20/04/2026 14:48
Governo volta atrás e mantém pronto atendimento no HR de Três Lagoas
Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas (Foto: Divulgação)

O Governo do Estado recuou da decisão de restringir o acesso ao Pronto Atendimento do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, e anunciou que o serviço será mantido em funcionamento. A medida foi definida após alinhamento técnico entre a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a gestão municipal, diante das demandas apresentadas pelo município e da necessidade de garantir assistência contínua à população.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O Governo de Mato Grosso do Sul recuou da decisão de restringir o acesso ao Pronto Atendimento do Hospital Regional da Costa Leste, em Três Lagoas, mantendo o serviço em funcionamento após alinhamento entre a Secretaria de Estado de Saúde e a gestão municipal. Paralelamente, o Estado iniciou processo para viabilizar uma Parceria Público-Privada na unidade, com investimentos previstos de R$ 8,25 milhões para ampliação e prestação de serviços.

A mudança ocorre após o próprio Estado ter anunciado anteriormente que a unidade deixaria de ser “porta aberta” a partir de maio, passando a atender exclusivamente por meio de regulação do Complexo Regulador Estadual. Agora, com o novo posicionamento, o pronto atendimento seguirá ativo, embora com ajustes que ainda serão detalhados.

Segundo a SES, a decisão foi construída de forma conjunta. “Nosso foco é garantir que a população tenha acesso ao atendimento de forma organizada e eficiente, com diálogo permanente com os municípios e responsabilidade na gestão da rede”, afirmou a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone.

A definição ocorreu durante reunião realizada na sede da SES, em Campo Grande, na semana passada. Participaram do encontro equipes técnicas do Estado e do município, incluindo a diretora-geral do hospital, Letícia Carneiro, o diretor-técnico Marllon Nunes, a secretária municipal de Saúde, Juliana Rodrigues Salim, e a diretora-geral de Saúde do município, Jamila de Lima Gomes, além do superintendente de Governança Hospitalar da SES, Edson da Mata.

Mesmo com a manutenção do pronto atendimento, a SES reforça que o Hospital Regional da Costa Leste continuará sendo uma unidade estratégica para a rede pública estadual, com foco no atendimento de urgência e emergência e no fortalecimento de especialidades de média e alta complexidade, como cardiologia, neurologia e cirurgia pediátrica, diretrizes já previstas anteriormente.

A pasta também informou que a organização dos fluxos assistenciais seguirá sendo aprimorada com apoio do Complexo Regulador Estadual, para garantir que os pacientes sejam encaminhados conforme a necessidade clínica e no tempo adequado.

O diálogo entre Estado e município deve continuar nos próximos dias. A proposta é ajustar o funcionamento da rede de forma integrada, buscando maior eficiência no acesso aos serviços de saúde sem comprometer o atendimento direto à população de Três Lagoas e região.

PPP em andamento - Paralelamente às mudanças na organização do atendimento, o Governo do Estado também já deu início ao processo para viabilizar uma PPP ( Parceria Público-Privada) para a unidade. Foi contratada, sem licitação, a elaboração do projeto por meio do FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável), cujo maior cotista é o Governo Federal.

O fundo será responsável por estruturar o modelo de concessão que prevê a ampliação, equipagem e prestação de serviços no hospital. Para isso, estão previstos investimentos de R$ 8.251.159,09 por parte do fundo, enquanto o Estado entra com uma contraprestação de R$ 825.115,91. Caso o projeto não avance, o governo estadual deverá ressarcir os valores aplicados.

A iniciativa faz parte de um plano já discutido há anos pelo Estado, que busca transferir a gestão da unidade à iniciativa privada, dentro de um modelo de concessão ainda em fase de estruturação.