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Economia

Petróleo cai 3% nos EUA com sinal de trégua entre Trump e Irã

Mercado americano opera em feriado no Brasil e reage à redução de tensões no Oriente Médio

Por Gustavo Bonotto | 04/06/2026 18:41
Petróleo cai 3% nos EUA com sinal de trégua entre Trump e Irã
Funcionário de petroleira manipula recurso fóssil. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

O preço do petróleo recuou cerca de 3% nesta quinta-feira (4) nos Estados Unidos, após informações de que o presidente americano, Donald Trump (Republicano), não pretende retomar uma guerra em larga escala contra o Irã. O movimento ocorreu durante o feriado de Corpus Christi no Brasil, quando a B3 e o mercado financeiro nacional permaneceram fechados.

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O preço do petróleo recuou cerca de 3% nos Estados Unidos nesta quinta-feira (4), após Donald Trump sinalizar que não pretende retomar uma guerra em larga escala contra o Irã. O barril do WTI fechou a US$ 93,04 e o Brent a US$ 95,03. A queda reflete a redução dos riscos geopolíticos no Oriente Médio, reforçada pelo cessar-fogo entre Israel e Líbano anunciado na quarta-feira (3).

Os contratos futuros do petróleo bruto dos Estados Unidos encerraram o dia cotados a US$ 93,04 por barril, com queda de 3,1%. Já o Brent, referência internacional da commodity, fechou a US$ 95,03, baixa de 2,8%.

Segundo reportagem da emissora norte-americana CNBC (Consumer News and Business Channel), Trump afirmou a auxiliares que o cessar-fogo com o Irã, mantido há algumas semanas, continua em vigor apesar de confrontos isolados. De acordo com o jornal The Wall Street Journal, o presidente considera encerrar a trégua apenas em caso de ataques iranianos contra militares americanos.

A queda da commodity ocorreu em meio à percepção de redução dos riscos geopolíticos no Oriente Médio. O mercado acompanhou ainda o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Líbano, divulgado na quarta-feira (3), que pode abrir espaço para o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A estabilidade da região, entretanto, ainda gera dúvidas. O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, atua de forma independente do governo libanês. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud), afirmou ao canal CNBC que o país pretende desarmar a organização e desmilitarizar o território libanês.

Além da situação internacional, Trump enfrenta pressão política interna. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma resolução que pede a retirada das forças americanas do conflito ou a obtenção de autorização do Congresso para manter operações militares. O texto ainda depende de votação no Senado.

A movimentação nos ativos americanos pode influenciar a abertura dos negócios no Brasil nesta sexta-feira (5).