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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

26/12/2018 10:37

Grupo armado aterroriza aldeia indígena e atira em morador

Pelo menos 30 homens armados com facões, foice e revólver atiraram na perna de morador que tentou socorrer vizinhos

Helio de Freitas, de Dourados
Reserva indígena de Dourados é marcada por atos de violência (Foto: 94 FM)Reserva indígena de Dourados é marcada por atos de violência (Foto: 94 FM)

Pelo menos 30 homens armados com foices, facões e revólver aterrorizaram a população da aldeia Bororó na noite de ontem (25) em Dourados, a 233 km de Campo Grande. Eles invadiram casas, ameaçaram os moradores e atiraram na perna de um homem de 33 anos que tentou socorrer os vizinhos, atacados pelo grupo.

De acordo com a ocorrência registrada na Polícia Civil por um dos líderes da aldeia Rozimar Reginaldo Faustino, o grupo era formado também por índios, conhecidos da comunidade por constantes brigas e atos de violência.

Edilson Faustino Neres levou um tiro na perna, que teria sido disparado por um homem identificado como Alexandre. Na delegacia, após ser resgatado em sua casa por uma equipe da Polícia Militar, ele contou que foi baleado após tentar socorrer o vizinho, identificado como Sebastião.

A gangue teria invadido a casa de Sebastião e o ameaçado de morte junto com a esposa. Sebastião gritou por socorro e ao tentar ajudar o vizinho, Edilson levou o tiro na perna.

Alexandre, acusado de fazer o disparo, estava no grupo que fugia da casa para se esconder no mato. Ainda conforme a ocorrência, após Edilson ser ferido, a gangue impediu os outros moradores de levarem o baleado para o hospital.
Conforme depoimentos, Alexandre estava acompanhado de outra pessoa em uma moto Honda Titan vermelha no momento do atentado. Ele é acusado de ter atirado na direção de moradores em outras ocasiões.

O ferido foi resgatado por outro morador da aldeia com a escolta de homens do Getam (Grupo Tático Motorizado). Edilson está internado no Hospital da Vida.

Chama a atenção no boletim registrado na delegacia a falta de segurança apontada pelos próprios policiais para atender a ocorrência no interior da aldeia. Temendo uma emboscada, os policiais evitaram fazer diligências à noite para tentar prender os acusados.

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