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Campo Grande, Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

17/08/2016 08:30

Homem morto em bar era ex-policial integrante de “agência de pistolagem”

Laércio Andrade dos Santos cumpriu pena por execuções cometidas na década de 90 junto com outros policiais de Fátima do Sul

Helio de Freitas, de Dourados
Ex-policial foi morto a tiros de pistola quando chegava a um bar em Dourados (Foto: Sidney Bronka/94 FM)Ex-policial foi morto a tiros de pistola quando chegava a um bar em Dourados (Foto: Sidney Bronka/94 FM)
Andrade integrou “agência de pistolagem” (Foto: Reprodução)Andrade integrou “agência de pistolagem” (Foto: Reprodução)

O homem morto a tiros de pistola 9 milímetros na noite de ontem (16) em Dourados, a 233 km de Campo Grande, era o ex-policial militar Laércio Andrade dos Santos, 45, integrante um grupo de matadores profissionais chamado “Agência de Pistolagem”, que aterrorizou a região na década de 90.

Ele não carregava nenhum documento e a identificação só foi possível depois que a foto do ex-policial foi divulgada em grupos de Whatsapp da polícia.

Andrade estava em liberdade desde 2012, depois de cumprir vários anos de cadeia pelos crimes dos quais era acusado de praticar juntamente com outros dois então soldados da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, José Cícero Simplício e Isaías Cirilo da Costa.

Os três eram lotados no destacamento da Polícia Militar em Fátima do Sul quando foram presos em 1997 em uma força-tarefa envolvendo o serviço reservado da PM e o Garras da Polícia Civil.

Na época, o então delegado do 1º Distrito Policial de Dourados, Roberto Queiroz Coelho (morto em 2014, de câncer) afirmou que os crimes de pistolagem que ocorriam na região eram praticados por integrantes de uma agência de pistolagem, montada por policiais militares de Fátima do Sul e Dourados.

Chacina – Vários crimes de execução foram atribuídos a Andrade, Cirilo e Simplício e a outros policiais da época. Entre as mortes praticadas pela agência estavam três execuções ocorridas no dia 6 de julho de 1997, que ficaram conhecidas como “Chacina de Vicentina”.

Os três foram condenados pela morte de Marta Pereira Duarte, Lélio Pereira Duarte e Amadeu de Souza Brasil. Os crimes ocorreram de madrugada, na Rua Lurdes Mamédio do Nascimento, 850, em Vicentina. Os então policiais invadiram a casa e executaram os moradores a tiros de escopeta.

Andrade ficou vários anos foragido depois de escapar do presídio militar em Campo Grande. O ex-PM foi recapturado em 2007 em Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo, onde se escondia usando documento falso.

Em 2009, Andrade foi condenado a 42 anos de reclusão pela chacina, mas saiu em liberdade provisória.

A morte – Laércio Andrade dos Santos foi executado com três tiros de pistola ao chegar ao Bar do Alemão, localizado no Parque das Nações, região leste de Dourados.

Testemunhas afirmam que o matador estava a pé e se aproximou do ex-policial assim que Andrade desceu do carro, um Monza, que usava placas falsas – a dianteira de Registro (SP) e a traseira de Aquidauana (MS).



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