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Campo Grande, Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019

12/11/2019 12:16

Irregularidades no Bolsa Família começaram a ser investigadas em 2016

PF cumpriu três mandados de busca e apreensão na secretaria de Assistência Social e centros de referência em Ladário

Silvia Frias
Delegado Iuri de Oliveira disse que indícios estão sendo averiguados (Foto: Diário Corumbaense)Delegado Iuri de Oliveira disse que indícios estão sendo averiguados (Foto: Diário Corumbaense)

As investigações que culminaram na Operação Sodalitia, em Ladário, a 419 quilômetros de Campo Grande, começaram e 2016, após a PF (Polícia Federal) receber informações de que uma pessoa estava recebendo Bolsa Família irregularmente e, a partir daí, a suspeita de que outros também estariam se beneficiando.

“Inicialmente identificamos algumas pessoas suspeitas de estarem recebendo indevidamente e a partir daí, ampliamos as investigações e tivemos indícios de que mais pessoas estariam recebendo de maneira irregular o benefício”, explicou ao Diário Corumbaense o delegado da Polícia Federal de Corumbá, Iuri de Oliveira.

Hoje de manhã, equipes formadas por cerca de 30 policiais federais de Corumbá cumpriram três mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Federal de Corumbá.

Foram apreendidos documentos e arquivos na Secretaria Municipal de Assistência Social, no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e no CREAS (Centro de Referência Especializada em Assistência Social), todos em Ladário.

As irregularidades detectadas envolveriam o não-preenchimento dos requisitos necessários para ter direito ao recebimento do benefício assistencial do Governo Federal, devido à falta de fiscalização da situação socioeconômica dos requerentes, que deveria ser feita pela Prefeitura da cidade. Porém, até o momento, não há informação de quantas pessoas estariam envolvidas no caso.

“Ainda não é possível identificar o número de pessoas envolvidas”, disse. Segundo o delegado, a verificação será feita com o material coletado na secretaria e nos centros de referência em que são realizados os cadastros.

O delegado disse que ainda é prematura identificar envolvimento de servidores ou se o esquema foi realizado pelos beneficiados, com apresentação de documentação falsa.

Durante as investigações, indícios apontaram que o benefício teria sido concedido amplamente, ou seja, a qualquer pessoa que declarasse, por conta própria, preencher os requisitos do programa.

Não havia verificação da veracidade das informações prestadas e também não teriam sido realizadas devidamente as inspeções posteriores nas residências, através de visitas e entrevistas por parte da Secretaria Municipal de Assistência Social junto aos beneficiários do programa.

Essa situação teria permitido que o benefício fosse concedido e continuado o pagamento para pessoas que, na realidade, não teriam direito ao Bolsa Família, o qual é destinado exclusivamente a famílias em situação de pobreza ou de extrema pobreza.

A investigação foi aberta em 2016, mas a Polícia Federal deve apurar os dados do programa desde o início. “Estamos coletando grande quantidade de dados, para fazermos uma auditoria e possivelmente no futuro vamos contar com o apoio da Corregedoria Geral da União para nos auxiliar nessa auditoria”.

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Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em Ladário, esta manhã (Foto/Divulgação)Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em Ladário, esta manhã (Foto/Divulgação)
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