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Interior

Jornalistas vão à polícia após ameaças de morte na fronteira

Sindicato dos jornalistas do Paraguai se manifestou e pediu investigação séria

Por Dayene Paz | 11/06/2022 12:13
Cartaz deixado na frente da casa de jornalista em Pedro Juan. (Foto: Ponta Porã News)
Cartaz deixado na frente da casa de jornalista em Pedro Juan. (Foto: Ponta Porã News)

Jornalistas de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande, procuraram a polícia nesta sexta-feira (10), após receberem ameaças de morte. Os dois trabalham na Rádio Amambay 570 AM.

Conforme o relato, Gustavo Manuel Báez Sánchez, de 28 anos, deixava sua residência para trabalhar, quando encontrou com um cartaz no portão. "Sabe muitas coisas. Vamos ir apagando o que sabe muito. Gustavo, Umbertito", dizia o cartaz, que também fez referência ao colega de Gustavo, Humberto Andrés Coronel Godoy, de 33 anos.

De acordo com o site Ponta Porã News, após o registro do caso, o Sindicato dos Jornalistas do Paraguai se manifestou por meio de nota. O órgão repudiou as ameaças, pedindo investigação séria para que os autores sejam identificados, também proteção das vítimas e seus familiares.

"(...) exige das autoridades jurisdicionais competentes uma investigação séria e responsável para chegar ao (s) autor (es) do ato punível de que foram vítimas (...) pedimos atenção especial às autoridades para esclarecer este ataque à liberdade de imprensa", diz a nota.

Assassinato de jornalista brasileiro na fronteira - Na noite de 1 de fevereiro de 2020, quando o jornalista brasileiro Léo Veras jantava com a esposa, os filhos e o sogro, três bandidos encapuzados invadiram a casa no bairro Jardim Aurora, e o mataram com 15 tiros de pistola 9 milímetros.

Editor, único repórter do site de notícias Porã News e colaborador de jornais de Mato Grosso do Sul, entre os quais o Campo Grande News, Léo tentou correr ao ver os bandidos chegando, mas foi perseguido e morto no quintal.

Para a polícia paraguaia, os supostos mandantes da execução foram Ederson Salinas Benítez, o Ryguasu, e Marcio Sanchez, o “Aguacate” – integrantes da estrutura criminosa liderada por Sergio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro.

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