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Interior

Tribunal descarta arquivar denúncia contra suspeitos pela morte de Leo Veras

Denúncia se refere a crimes de associação criminosa e porte de armas; assassinato não foi esclarecido

Helio de Freitas, de Dourados | 19/07/2021 10:16
Jornalista Leo Veras foi executado por pistoleiros em fevereiro de 2020 em Pedro Juan (Foto: Arquivo)
Jornalista Leo Veras foi executado por pistoleiros em fevereiro de 2020 em Pedro Juan (Foto: Arquivo)

O Tribunal de Apelação criminal do Paraguai descartou o arquivamento definitivo da denúncia por associação criminosa e porte ilegal de arma contra seis pessoas, presas ano passado em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Os cinco homens e uma mulher são suspeitas de ligação na execução do jornalista Loureço Veras, o Leo, 54, ocorrido no dia 12 de fevereiro do ano passado na cidade fronteiriça.

Entretanto, a investigação sobre o assassinato ainda não foi concluída e o grupo permanece processado apenas por associação criminosa e por estar com as armas apreendidas alguns dias depois da morte.

Óscar Duarte, Marcos Aurélio Vernequez Santacruz, Cinthya Raquel Pereira Leite Luiz Fernando Leite, Sansão de Souza e Vinicius de Souza Cardoso recorreram à Justiça paraguaia pedindo o arquivamento das denúncias, o que os livraria de ligação com o assassinato. Entretanto, três magistrados ratificaram decisão de maio deste ano e mantiveram o andamento do processo.

Quatro pistolas apreendidas com o grupo – mesmo calibre da arma usada pelos pistoleiro que matou Leo Veras – foram apreendidas para serem submetidas à perícia, mas até agora não se sabe o resultado do exame.

A morte – Na noite de 1 de fevereiro do ano passado, quando o jornalista jantava com a esposa, os filhos e o sogro, três bandidos encapuzados invadiram a casa no bairro Jardim Aurora, e o mataram com 15 tiros de pistola 9 milímetros.

Editor e único repórter do site de notícias Porã News e colaborador de jornais de Mato Grosso do Sul, entre os quais o Campo Grande News, Leo tentou correr ao ver os bandidos chegando, mas foi perseguido e morto no quintal.

Para a polícia paraguaia, os supostos mandantes da execução foram Ederson Salinas Benítez, o Ryguasu, e Marcio Sanchez, o “Aguacate” – integrantes da estrutura criminosa liderada por Sergio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro.

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