Laudo reforça versão da família sobre jovem morto pela PM
Suspeito de participar de assassinato de casal, Wellington Vieira morreu na madrugada do dia 31 de março

O laudo necroscópico de Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, morto por equipe da Polícia Militar em Aquidauana, detalha que o disparo fatal foi na face. O documento pericial detalha que a bala atravessou a mandíbula atingindo a base do crânio. Vídeo apresentado pela família já mostrava o suspeito correndo dos policiais e então baleado. Pela imagem, é possível ver que Wellington é atingido na lateral esquerda do rosto ao olhar para os PMs que estão atrás, quando imediatamente ele cai. No vídeo, o suspeito não parece estar armado.
RESUMO
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Laudo necroscópico aponta que Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, morto em confronto com a Polícia Militar em Aquidauana, foi atingido por disparo frontal na mandíbula, que atravessou até a base do crânio, causando fratura fatal. O corpo apresentava sinais de arrasto. Dois policiais foram presos temporariamente e afastados. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul também apura o caso.
De acordo com o exame realizado pelo médico legista Dr. Luciano Braga Rodrigues Branco, o projétil de arma de fogo penetrou pela região mandibular esquerda. A perícia identificou no local uma ferida de 1,5 cm com "bordas invertidas" e "área de enxugo", características técnicas que confirmam se tratar do orifício de entrada da bala.
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Após atingir a face, o projétil seguiu um trajeto horizontal em direção à base do crânio. O impacto causou ferimentos graves e imediatos, como fratura de base do crânio (apontada como a causa determinante da morte, alojamento do projétil na região do pescoço e sangramento pelos dois ouvidos com equimoses ao redor dos olhos, o chamado “sinal de guaxinim”.
O laudo também detalha que o corpo de Wellington foi arrastado, já que uma ferida de 50 centímetros foi encontrada entre o ombro esquerdo e o tórax do rapaz, além de escoriações nos joelhos e pés.
Caso - A equipe da Polícia Militar abordou Wellington, um dos suspeitos de executar o casal Maria Clair Luzni e Vilson Fernandes Cabral na noite de 27 de março, na madrugada do dia 31 daquele mês.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial realizava patrulhamento tático quando visualizou o rapaz em frente a uma casa na Rua João Teodoro de Oliveira. Ao notar a presença da viatura, o suspeito ignorou as ordens de parada e correu para o interior do imóvel, sacando uma arma de fogo.
Durante a tentativa de abordagem no interior da residência, Wellington apontou um revólver calibre .38 em direção aos policiais. Com isso, os militares efetuaram disparos que atingiram o suspeito. Ele foi socorrido pela própria guarnição e levado ao Hospital Regional de Aquidauana, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pela equipe médica.
Vídeo - No vídeo, Wellington aparece tentando fugir correndo pela rua quando é atingido e cai na calçada e a família contestou a versão dos policiais que registram a ocorrência. “A gente estava vendo tudo. Tinha mais pessoas no local. Não foi do jeito que falaram”, disse a irmã do rapaz, Pamella dos Santos Coelho.
Após a divulgação das imagens, dois policiais envolvidos no caso foram presos temporariamente e afastados das funções pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
“A Corregedoria-Geral analisou os elementos de prova e solicitou a prisão temporária dos dois policiais, que agora estão no Presídio Militar Estadual à disposição do Judiciário", afirmou a corporação em nota.
O caso também é apurado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Ao Campo Grande News, a 1ª Promotoria de Justiça de Anastácio informou que vai assumir a frente do caso e já instaurou procedimento para apuração dos fatos.
"Foram requisitados exames periciais e diligências indispensáveis às investigações, que, por ora, estão sob sigilo", informou em nota.
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