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Liberação dos corpos de indígenas mortos em acidente depende de exame de DNA

Na tarde de hoje, o pai de uma das vítimas esteve na unidade de perícia em Naviraí para coleta de sangue

Por Clara Farias | 17/08/2026 17:54
Liberação dos corpos de indígenas mortos em acidente depende de exame de DNA
Da esquerda para direita: Laudiceia, Cleonice, Luna, Tiago, Ileo, Genilson e Tadeu durante visita na Comunidade Indígena Laranjeira Ñanderu, em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/Teia dos Povos)

Os corpos dos sete indígenas, entre eles uma criança e um adolescente, mortos carbonizados em um acidente na última sexta-feira (14), entre Japorã e Iguatemi, aguardam identificação formal por exame de DNA para serem liberados. O grupo seguia pela MS-180 quando um semirreboque se desprendeu de uma carreta e atingiu de frente o Chevrolet Spin em que estavam as vítimas.

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Sete indígenas, incluindo uma criança de 6 anos e um adolescente de 14, morreram carbonizados em acidente na MS-180, entre Japorã e Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira. Um semirreboque se desprendeu de uma carreta e atingiu o veículo em que as vítimas viajavam. Os corpos aguardam identificação por DNA para serem trasladados à Aldeia Kalipety, em São Paulo. O motorista da carreta se apresentou à polícia e foi liberado após depoimento.

Nesta segunda-feira (17), o pai de uma das vítimas esteve na URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação) de Naviraí, a cerca de 360 quilômetros de Campo Grande, para realizar coleta de sangue. O material será utilizado no processo de identificação dos corpos.

Após a identificação, a previsão é de que os corpos sejam trasladados para a Aldeia Kalipety, localizada no Território Indígena Tenondé Porã, em São Paulo, onde será realizada a cerimônia de sepultamento.

Entre as vítimas estão Tiago Karai, de 34 anos, uma das principais lideranças da Aldeia Kalipety, e a esposa dele, Laudiceia Benites, de 31 anos, que também exercia papel de liderança na comunidade. Também morreram Luna Benites Santos, de 6 anos; Tadeu Hiago Wera Mirim Benites dos Santos, de 14; Cleonice Honorio dos Santos, de 42; Ileo Benites, de 30; e Genilson Eusébio Karay Mirim, de 32 anos.

Todos viviam na Aldeia Tenondé Porã e integravam uma comitiva que estava em Mato Grosso do Sul para participar de um intercâmbio cultural entre povos indígenas.

Acidente - Na tarde de sexta-feira, a família passou pela Aldeia Porto Lindo, em Japorã, onde visitou parentes. O grupo permaneceu cerca de 40 minutos na comunidade, participou de momentos de oração e canto e recebeu convite para um jantar preparado pelos familiares.

No entanto, como tinham compromisso marcado para segunda-feira na Aldeia Tenondé Porã, decidiram seguir viagem em direção a Iguatemi. Entre 15 e 20 minutos depois da saída, os parentes receberam a notícia do acidente.

A colisão aconteceu cerca de 70 metros depois da ponte sobre o Rio Iguatemi. Conforme o registro da ocorrência, o semirreboque se desprendeu da carreta e atingiu de frente o Chevrolet Spin. Com o impacto, o carro pegou fogo e foi completamente consumido pelas chamas.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas as sete pessoas já estavam mortas e presas às ferragens. As equipes aguardaram a conclusão dos trabalhos periciais para iniciar a retirada dos corpos, procedimento que levou quase duas horas.

O motorista da carreta deixou o local após a colisão, mas se apresentou à Polícia Civil no domingo (16). Ele prestou depoimento e foi liberado. As circunstâncias que levaram ao desprendimento do semirreboque são investigadas.

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