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Campo Grande, Sábado, 21 de Outubro de 2017

04/12/2012 15:15

Mãe e bebê morrem no parto e médico denuncia falta de estrutura à Polícia

Viviane Oliveira

A Polícia Civil investiga a morte de um bebê e da mãe, ocorrida no último domingo (2) durante o parto, no Hospital Municipal de Sete Quedas, cidade distante 471 quilômetros de Campo Grande.

As duas morreram no parto, após Nair Pereira da Silva, 24 anos, dar entrada na unidade com complicações de saúde. O médico que realizou o atendimento registrou um boletim de ocorrência dizendo que a paciente morreu porque o hospital não tinha estrutura para fazer o procedimento.

Segundo a Polícia, a família da paciente disse que quando Nair deu entrada no hospital, já em trabalho de parto, não havia médico no local.

Porém, de acordo com a secretária de saúde da cidade, Daiane Siqueira Fernandes, no momento havia duas técnicas de enfermagem e um médico de plantão no local. Por causa do estado de saúde da paciente foi chamado um cirurgião que estava de folga naquele dia.

O cirurgião que realizou o primeiro atendimento disse que a cabeça do bebê não estava posicionada para o parto e seria necessária a realização de uma cesariana.

De acordo com a Polícia, após a morte da mulher e do bebê o médico registrou um boletim de ocorrência dizendo que o hospital não tem estrutura para esse tipo de procedimento.

Ainda segundo o médico, o hospital não tinha condições de fazer esse tipo de cirurgia, não tinha anestesista e nem respirador. A paciente morreu por falta de estrutura na unidade hospitalar.

Conforme a secretária de saúde no hospital há apenas uma enfermeira chefe que é concursada e trabalha de segunda a sexta-feira. “No fim de semana só fica duas técnicas e um médico de plantão, nós precisamos de mais funcionários.”, afirma, acrescentando que o laudo da causa da morte vai sair em 30 dias.

Quanto a estrutura da unidade, Daiane não quis comentar dizendo que essa parte é com o prefeito, Sérgio Roberto Mendes. A reportagem tentou entrar em contato com ele, porém nenhuma das ligações foram atendidas. 

O inquérito deve ser encerrado em 30 dias e uma cópia deve ser encaminhada para o CRM (Conselho Regional de Medicina) em Campo Grande.

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Ricardo Barros, antigamente, em partos assim morriam-se mais mães e crianças, só não era divulgado. Sua mãe teve sorte, nunca teve nenhuma complicação nas gestações, mas existem várias doenças/complicações que impedem um parto natural ou, no mínimo, faz com que ele seja de risco para a mãe e o bebê. A culpa não é do médico e sim do sistema de saúde do município que não dá suporte sequer para uma cesariana de emergência.
 
Afonso Neto em 06/12/2012 09:22:38
Deve ser brincadeira um médico falar que um hospital não tem estrutura para uma mae não poder dar a luz a um filho, há mais de 50 anos minha mae teve 10 filhos, todos em casa, com parteira, todos nasceram lindos e sadios, porquê antigamente os filhos nasciam com saúde e agora eles já nascem nos hospitais e já com problemas????? Será que os médicos de hoje deverão fazer um curso de parteira????
 
Ricardo Barros em 04/12/2012 21:56:00
Vê se falta alguma coisa aos políticos, tipo salários, aumento de salários, verbas para viagens para fazer "cursos", polpudas diárias, etc.
 
Adriano Roberto dos Santos em 04/12/2012 20:07:35
Nossas vidas, não vale nada para nossos governantes,que tristeza!!!
 
Glória Ferreira em 04/12/2012 16:48:10
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