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Saúde e Bem-Estar

De Douradina, menina recebe transplante de rim após somente 2 meses de espera

Órgão surgiu rapidamente graças à solidariedade da família que autorizou a doação

Por Cassia Modena | 25/01/2026 11:59
De Douradina, menina recebe transplante de rim após somente 2 meses de espera
Helloysa e a mãe Rosângela em veículo da Saúde (Foto: Divulgação/Humap)

A pequena Helloysa da Silva Martins viveu, em 9 de janeiro deste ano, algo que mudou seu destino: recebeu um transplante de rim. Ela tem apenas 8 anos e mora em Douradina.

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Uma menina de 8 anos, moradora de Douradina (MS), recebeu um transplante de rim em janeiro de 2026, após aproximadamente dois meses na fila de espera. Antes do procedimento, Helloysa da Silva Martins precisava viajar 400 quilômetros três vezes por semana para realizar hemodiálise em Campo Grande. O transplante foi realizado em Belo Horizonte, onde a paciente permanecerá sob acompanhamento médico. Apesar dos desafios enfrentados durante a viagem, incluindo um acidente na rodovia que exigiu escolta da PRF, o procedimento foi bem-sucedido. A menina, que é acompanhada desde os 3 anos por hipertensão arterial grave, agora sonha em tomar seu primeiro banho de piscina.

Antes disso, a criança precisava percorrer aproximadamente 400 km ao lado da mãe três vezes na semana para fazer sessões de hemodiálise em Campo Grande e voltar para sua cidade. Era uma rotina bastante exaustiva, ainda mais porque cada procedimento tem horas de duração e costuma causar sintomas de desconforto. O que chamava a atenção da equipe que cuidava e seguirá cuidando da menina no Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), na Capital, é que o sorriso nunca saiu do rosto da paciente.

Outro motivo de comemoração, além do que a operação em si representa, foi que a menina entrou oficialmente na fila nacional de transplantes em novembro de 2025 e um órgão compatível surgiu em cerca de dois meses, apenas, graças à solidariedade da família do doador.

De Douradina, menina recebe transplante de rim após somente 2 meses de espera
Menina enfrenta tratamento difícil com sorriso no rosto (Fotos: Divulgação/Humap)

A paciente é acompanhada no hospital campo-grandense desde os 3 anos de idade, inicialmente com o diagnóstico de hipertensão arterial grave, depois com doença renal crônica no estágio cinco. Começou a depender da hemodiálise em julho de 2025.

Como foi - A mãe recebeu a notícia da compatibilidade por ligação, na madrugada de 8 de janeiro, e começou 2026 cheia de esperança. O transplante foi realizado em Belo Horizonte (MG) e a menina precisou correr para lá, o mais breve possível. A cirurgia e todo o tratamento foram custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Os desafios continuaram surgindo para Helloysa no caminho, quando houve um acidente na rodovia. O veículo em que ela estava precisou ser escoltado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), já que não é possível esperar muito quando surge um doador compatível.

“Quando ligaram de madrugada dizendo que tinha surgido um rim compatível, foi um susto e uma alegria ao mesmo tempo. Graças a Deus deu tudo certo. Ela já está comendo, andando, fazendo xixi. A gente sabe que ainda tem um caminho pela frente, mas hoje é só gratidão”, contou a mãe, Rosângela da Silva Martins.

Continua em MG - Nos próximos meses, Helloysa permanecerá em Belo Horizonte para receber acompanhamento médico. Após a liberação da equipe transplantadora, ficará em monitoramento alternado entre Campo Grande e a capital mineira.

Agora, o maior sonho que a menina quer realizar é tomar banho de piscina, o que não era possível durante a hemodiálise.

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