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Interior

Ministros farão diligência em aldeia onde menina foi estuprada e morta

Visita in loco será no dia 26 de agosto, no intuito de criar um plano de ações para combater a violência

Por Gabriela Couto | 18/08/2021 10:52

Crime que chocou o país, será motivo de visita de dois ministros em Aldeia Bororó, no dia 26 de agosto. (Foto: Divulgação)
Crime que chocou o país, será motivo de visita de dois ministros em Aldeia Bororó, no dia 26 de agosto. (Foto: Divulgação)

A morte da pequena Raissa da Silva Cabreira, 11 anos, que sofreu estupro coletivo e foi jogada de um penhasco, em Dourados, motivou a diligência de dois ministros de Estado no próximo dia 26. Farão uma visita na aldeia, os ministros da Justiça, Anderson Torres e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, além da presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Renata Gil e outras autoridades.

O crime chocou o país e chamou a atenção para a violência praticada contra os indígenas. O objetivo é criar um plano de ações com medidas de combate à violência contra esses povos. A comitiva foi um pedido da deputada federal Rose Modesto (PSDB), que acionou a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados.

“Não vamos sair sem discutir sobre todos os problemas que vem acontecendo. Precisamos tirar as drogas das aldeias e acabar com os estupros, homicídios, suicídios... inúmeros índios morrem e ninguém nem fica sabendo”, afirmou Rose.

Segundo o capitão da Aldeia Bororo, Gaudêncio Benites, a oportunidade servirá para, mais uma vez, pedir tudo para os políticos de Brasília. “Eles vão vir para ver de perto a situação e ouvir a comunidade. Para Resolver. Só vir para ouvir e ir embora, não adianta. Isso já fizeram. Estamos esquecidos pelo poder público. Vamos pedir de tudo”, afirmou.

Dentre as principais reivindicações, estão um posto policial dentro da aldeia e planejamento para combater a venda de bebida alcoólica e drogas no local. “Isso que gera a violência doméstica e os casos de estupro. Aqui tem todas as drogas possíveis circulando”, lamenta.

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