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Interior

“Morto” aparece e polícia descobre que confissão de “João Mentira” era farsa

Mario Lima, homem de 33 anos que teria sido morto durante bebedeira, estava em abrigo em Campo Grande

Por Anahi Zurutuza | 11/06/2021 08:00
Equipe do Corpo de Bombeiros durante resgate ao corpo de José Augusto encontrado em carro submerso (Foto: Reprodução de vídeo)
Equipe do Corpo de Bombeiros durante resgate ao corpo de José Augusto encontrado em carro submerso (Foto: Reprodução de vídeo)

Mario Lima, homem de 33 anos, apareceu vivo em Paraíso das Águas, depois que João Carlos Colman de Freitas, de 37 anos, disse à polícia que ele havia sido assassinado a facadas pelo amigo José Augusto Castro da Silva, 44 anos, encontrado morto no dia 8.

A Polícia Civil da cidade a 277 km de Campo Grande descobriu que a história contada pelo preso, conhecido em Rochedo como “João Mentira”, se tratava de uma farsa, na noite de dessa quinta-feira (10), depois de passar o dia fazendo buscas por corpo de Mario em rio da região.

O Campo Grande News apurou que a família de Mario avisou a polícia que ele havia aparecido. Ele revelou depois que no dia 30 de maio amanheceu em Campo Grande, sem saber como foi parar na Capital. Sem ferimentos, ele procurou um posto de saúde e foi encaminhado para abrigo destinado a moradores de rua.

Só ontem, ele conseguiu passagem de ônibus para voltar para casa e diz que nada sabia sobre o enredo inventado sobre ele. "Ele chegou na casa dele como se nada tivesse acontecido, depois de 11 dias sem dar notícia", afirma o delegado de Paraíso das Águas, Felipe Potter.

“João Mentira”, que havia dito em depoimento ter sido cúmplice de assassinato, responderá por falsa comunicação de crime. A “história” mobilizou equipes da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros em buscas pelo cadáver de Mario Lima.

Segundo a Polícia Civil, tudo indicava que João Carlos estava se escondendo após o homicídio. Ele sofreu acidente junto com o amigo José Augusto em ponte sobre o Rio São João, em Rochedo, distante 74 quilômetros de Campo Grande, e sofreu fratura em um dos ombros, mas não procurou socorro médico.

Depois de preso, contou com detalhes como o amigo havia assassinado Mario a facadas e ele ajudou a ocultar o corpo, jogando em rio.

Corpo encontrado - Tudo veio à tona após a descoberta do cadáver de José Augusto em um Volkswagen Gol, de cor branca, submerso no Rio São João, em Rochedo. A PM (Polícia Militar) foi informada do acidente na terça-feira, dia 7, e bombeiros encontraram o corpo já em avançado estado de decomposição.

João Carlos foi preso no fim da tarde do dia 8. À polícia, contou que estava com José no momento em que o veículo Gol caiu no rio. Ele conseguiu sair a tempo do carro, mas fugiu deixando o colega para trás.

Antes do acidente, José Augusto teria cometido o assassinato, na versão de “João Mentira”. Conforme narrou o Roberto Duarte Faria, titular da delegacia da Polícia Civil de Rochedo, ao Campo Grande News, a dupla conheceu Mario em um bar em Paraíso das Águas e juntos, saíram bebendo por casas de prostituição da cidade.

José e Mario teriam se desentendido e a confusão terminou em homicídio. A dupla então jogou o corpo da vítima em um rio e fugiu. Segundo João, tanto ele quanto José estavam bêbados no momento em que seguiam pela estrada vicinal onde ocorreu o acidente.

Imagens – A polícia de Paraíso da Águas conseguiu constatar que até a parte da bebedeira a história é verdade. Os três homens foram vistos pela última vez na madrugada dia 30 de maio, por volta da 1h30, e conforme imagens de segurança de bar, todos estavam visivelmente embriagados.

João Carlos, que já está em liberdade, disse que inventou história porque estava confuso e com medo de ser responsabiliado pela morte de José Augusto.

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