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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

07/05/2019 14:48

Morto por pistoleiros era gerente de narcotraficante brasileiro

Hugo Escobar Ayala tinha sido preso com Jarvis Pavão em 2009 e era investigado após apreensão de meia tonelada de cocaína

Helio de Freitas, de Dourados
Policiais paraguaios ao lado da caminhonete em que foi morto um dos gerentes de narcotraficante brasileiro (Foto: Porã News)Policiais paraguaios ao lado da caminhonete em que foi morto um dos gerentes de narcotraficante brasileiro (Foto: Porã News)

O paraguaio Hugo Orlando Escobar Ayala, 39, executado por pistoleiros por volta de meio-dia de hoje (7) na fronteira, era um dos gerentes do narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão, apontado como um dos maiores fornecedores de cocaína para o Brasil e Europa.

Ayala foi morto no centro de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande. Ele estava em sua caminhonete Toyota Hilux quando os pistoleiros emparelharam em uma caminhonete Amarok e dispararam pelo menos 20 tiros de pistola 9 milímetros. Ayala morreu na hora.

A execução é mais um capítulo da guerra declarada por bandidos rivais contra o grupo de Pavão. Várias outras pessoas ligadas ao brasileiro foram mortas em Pedro Juan e Ponta Porã nos últimos anos, entre elas o irmão dele, Ronny Pavão, e o tio, o político pontaporanense Francisco Gimenez Novais, o Chico Gimenez.

Hugo Ayala tinha sido preso em 2009 no lado paraguaio da fronteira, durante a operação que levou Jarvis Pavão para a cadeia. Pavão cumpriu oito anos de prisão no Paraguai e foi extraditado para o Brasil em dezembro de 20017.

Condenado por associação criminosa, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma, cumpriu três anos de prisão.

Fora da cadeira, Ayala trabalhava atualmente em uma universidade de medicina em Pedro Juan Caballero, mas era suspeito de envolvimento com uma carga de meia tonelada de cocaína apreendida na região de Bella Vista Norte.

Policiais paraguaios afirmam que a execução de Ayala é mais um indício confirmando os boatos de que existe uma guerra declarada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para eliminar toda a estrutura criminosa de Jarvis Pavão na fronteira.

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