MS prepara integração para pedágio sem cancela na Rota da Celulose
Tecnologia aposta em fluidez e menos filas

A modernização das rodovias de Mato Grosso do Sul entra em uma nova fase com a implantação do pedágio eletrônico de fluxo livre, o chamado free flow, na Rota da Celulose. Para viabilizar o modelo, a Agência Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul articula a integração de sistemas entre o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos e a concessionária Caminhos da Celulose.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Mato Grosso do Sul avança na modernização de rodovias com a implantação do pedágio eletrônico de fluxo livre na Rota da Celulose. O sistema elimina praças físicas e identifica veículos automaticamente por pórticos, permitindo pagamento via TAGs ou meios digitais. A Agems articula integração entre Detran-MS, Agesul e concessionárias para garantir fiscalização eficiente e segurança jurídica desde o início da operação.
O objetivo é garantir que a nova tecnologia opere com precisão desde o início, especialmente no processamento de multas e na fiscalização eletrônica. Caberá ao Detran-MS registrar e aplicar autuações, tanto por infrações de trânsito, como excesso de velocidade, quanto por evasão de pedágio.
- Leia Também
- Concessionária detalha primeiros passos e plano de 100 dias da Rota da Celulose
- Agência estuda tecnologia free flow para modernizar pedágios em MS
Diferente do modelo tradicional, o sistema elimina praças físicas de cobrança. Pórticos instalados ao longo das rodovias identificam automaticamente os veículos em movimento, permitindo que o motorista siga viagem sem parar. O pagamento é feito de forma automática, por meio de TAGs eletrônicas ou canais digitais disponibilizados pela concessionária.
Segundo o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, o Estado atua de forma preventiva para garantir eficiência e segurança jurídica na nova concessão. “A integração entre tecnologia e órgãos de trânsito é fundamental para assegurar um serviço eficiente ao usuário e transparência no contrato”, afirmou.
Integração e fiscalização no centro do modelo
Em reunião realizada nesta terça-feira (8), a diretora de Transportes e Rodovias da AGEMS, Caroline Tomanquevez, alinhou com representantes do Detran-MS, da Agesul e das concessionárias Caminhos da Celulose, Way 306 e Way 112 os procedimentos para o fluxo de dados e integração de sistemas.
Também participaram do encontro os coordenadores Kaio Mendes e Vinicius Echeverria, reforçando o caráter técnico da discussão.
Mesmo em trechos que ainda operam com pedágio convencional, a integração é considerada essencial para garantir que infrações sejam corretamente processadas pelo Estado.
De acordo com Caroline, a operação eficiente do sistema de multas é peça-chave da nova concessão e impacta diretamente na chamada modicidade tarifária, mecanismo que busca manter o equilíbrio econômico do contrato.
Parte da arrecadação com penalidades será direcionada a uma conta centralizadora, usada para compensar eventuais perdas com evasão de pedágio. O modelo, segundo a agência, protege o Estado e assegura a sustentabilidade dos investimentos privados nas rodovias.
Mais fluidez e novas formas de pagamento
Além de reduzir filas e melhorar a fluidez do tráfego, o sistema de fluxo livre deve ampliar as opções de pagamento. Motoristas poderão quitar a tarifa por aplicativos, sites e outros meios digitais, além do uso das etiquetas eletrônicas.
A expectativa é que, com a integração completa entre radares, pórticos e sistemas do Detran-MS, o novo modelo opere de forma plena já no início da cobrança, consolidando um salto tecnológico na gestão das rodovias estaduais.

