Em clima de “O Aprendiz”, estudantes encaram desafios reais da indústria
Imersão reuniu 70 alunos e simulou pressão do mercado de tecnologia
Estudantes de tecnologia enfrentaram desafios reais da indústria durante uma imersão em Campo Grande que, na prática, lembrou a dinâmica de realities como O Aprendiz, comandado por Roberto Justus. Divididos em grupos, os participantes tiveram tempo limitado para desenvolver soluções inovadoras e concorreram a um prêmio de R$ 3 mil, além da chance de ingressar no mercado de trabalho.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O hackathon foi promovido pelo Insted Centro Universitário, em parceria com a Dale Sorvetes e a Bem Inteligência de Dados, reunindo cerca de 70 acadêmicos do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. A maratona começou na sexta-feira (22) e trouxe temas como inteligência artificial, internet das coisas, sensoriamento e inovação aplicada às demandas da indústria.
Organizadora do evento, a Bem Inteligência de Dados conta com cerca de 14 colaboradores e atende grandes clientes, como frigoríficos e empresas do setor alimentício, entre elas Dale, Semalo e Bello Alimentos.
Segundo o diretor comercial da empresa, Pablo Zucareli, a proposta foi aproximar os estudantes dos desafios enfrentados no dia a dia das empresas. “Eles passam horas programando e, ao final, um dos grupos é premiado. Além disso, estamos avaliando candidatos para integrar o nosso time”, afirma.
Assim como no reality empresarial, os participantes receberam problemas reais logo no início e precisaram buscar soluções viáveis sob pressão. Entre os desafios estavam eficiência energética, manutenção, controle de produção e conectividade. “Apresentamos tudo no primeiro dia e demos suporte para que eles desenvolvessem algo que realmente possa ser aplicado dentro da indústria”, detalha.
Para o professor Leandro Vigo, do Insted e gerente de inovação do hub, a experiência funciona como uma ponte entre a teoria e o mercado. “Muitos ainda não trabalham na área, então essa imersão mostra, de forma intensa, como é o dia a dia”, explica.
Entre os estudantes, a experiência foi comparada a um “mergulho” no mundo profissional. Juliano Ribeiro, de 19 anos, participou pela primeira vez de um evento do tipo. “A gente precisa resolver um problema real em pouco tempo. É desafiador, mas é um aprendizado muito grande”, diz.
Juliano já atua na área com dois estágios, um no setor de desenvolvimento de uma empresa de energia e outro como analista de qualidade de software, onde realiza testes e identifica falhas em sistemas. Mesmo assim, ele ressalta a diferença da dinâmica do hackathon.
“É diferente do que eu vejo no estágio, porque aqui temos um tempo muito curto para chegar ao objetivo. É mais intenso e desafiador, mas, ao mesmo tempo, muito legal. A gente aprende muito rápido”, afirma.
Já Fernando Alves, de 28 anos, destaca o contato com uma realidade fora da sala de aula. “Em dois dias, aprendemos mais do que em semanas. Tivemos que entender desde máquinas até sensores para conseguir pensar em soluções. Isso agrega muito para o mercado de trabalho”, relata.
O evento também funciona como vitrine para novos talentos em um setor que enfrenta escassez de profissionais qualificados. “Hoje o mercado precisa de mão de obra. Conectamos universidade, indústria e contratação. É uma forma de encontrar profissionais já preparados”, conclui Zucareli.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.





