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Interior

MST nega envolvimento com invasões em assentamento e cobra atuação do Incra

Segundo o MST, lotes ocupados pertencem a uma pessoa que adquiriu de forma irregular 17 lotes na região

Por Adriano Fernandes e Viviane Oliveira | 16/03/2021 21:34

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) negou ter integrantes do movimento entre os invasores que ocuparam lotes do Assentamento Estrela, no município de Sidrolândia, cidade que fica a mais de 70 quilômetros de Campo Grande. Em nota, o MST também cobrou mais fiscalização do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Nesta segunda-feira (15), moradores relataram ao Campo Grande Newsque pelo menos cinco lotes já haviam sido invadidos por homens armados e os acessos às propriedades, teriam sido impedidos. "No Estado não existe nenhuma discussão sobre isso e nenhum envolvimento de militantes do MST", enfatizou o movimento ao ressaltar que não tem nenhum envolvimento com as ocupações criminosas.

"Reiteramos que nosso objetivo é a ocupação de latifúndios improdutivos, de modo que se construa assentamentos de Reforma Agrária, não ocupação em assentamentos", pontua o movimento. Ainda conforme apurado pelo MST junto aos próprios moradores do Assentamento Estrela, os lotes ocupados pertencem a uma única pessoa que adquiriu, através da compra, 17 lotes na região, usando o nome de outras pessoas para não ser descoberto pelo Incra.

"O MST é contra a compra e venda de lotes da Reforma Agrária. Acreditamos que o processo de luta pela terra, por anos, não pode ser perdido por compra e venda de lotes, pois são a garantia de sustento das famílias camponesas", completa. Através da nota, o Movimento também criticou o descaso do Governo Federal quanto à demarcação de terras para a Reforma Agrária.

"Nos organizamos para continuar produzindo alimentação saudável para a população, mesmo com o descaso do Governo Federal com a Reforma Agrária Popular, que não constrói e nem aprova medidas para manter as famílias assentadas. Portanto, o MST exige uma postura do Incra para fiscalização das áreas da Reforma Agrária e também para que retome a implantação de novos Projetos de Assentamento de famílias no Estado, para que nossas famílias possam continuar produzindo alimentos saudáveis", conclui.

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