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Interior

OAB aguarda notificação para suspender advogado que abusava de crianças

Medida pode ser adotada pela instituição em casos de flagrante e de repercussão; investigações apontam que homem pagava família

Por Liniker Ribeiro | 25/11/2020 17:49
OAB aguarda notificação para suspender advogado suspeito de abusar de crianças (Foto: Divulgação)
OAB aguarda notificação para suspender advogado suspeito de abusar de crianças (Foto: Divulgação)

A OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul) aguarda notificação de flagrante para suspender a licença do advogado suspeito de abusar sexualmente de crianças e adolescente, no município de Anastácio, a 135 quilômetros da Capital. Segundo investigações, o suspeito chegou a pagar os pais das vítimas para cometer o crime.

Para o presidente da instituição, o afastamento será inevitável. “Comportamento inaceitável e, em casos de flagrante e grande repercussão, a OAB pode suspender”, ressalta Mansour Elias Karmouche.

Ainda segundo ele, a medida já foi conversada entre o comitê responsável da OAB. “Já conversei com a Presidente do Tribunal de Ética e estamos avaliando para suspender ele preventivamente quando chegar o flagrante”, afirmou.

Mansour também comentou outras possíveis situações futuras. “Quando o processo chega, p envolvido é suspenso cautelarmente e vai responder na Justiça. Se ele for condenado lá, certamente será condenado pela OAB também”, ressalta.

Caso - De acordo com o jornal O Pantaneiro, o esquema de pedofilia foi revelado com auxílio da Polícia Militar, que deteve o suspeito e os responsáveis por duas adolescentes e uma criança de 12 anos.

Parte da investigação aconteceu quando a delegada Joilce Ramos Silveira viu o homem junto às meninas em uma caminhonete, consumindo bebidas alcoólicas, indo em direção à saída da cidade.

Segundo o jornal, ela acionou a PM, que fez a abordagem. Na caminhonete, ele carregava estimulantes sexuais e camisinhas. Questionado, o motorista alegou que levava as meninas para "lanchar" com autorização dos pais.

Conforme a delegada, o pagamento pelos abusos eram feitos ao avô das meninas que, repassava o dinheiro aos pais. As investigações ainda estão em andamento, e os suspeitos irão responder criminalmente. Foram apreendidos celulares e dinheiro.

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