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Interior

Operação do Gaeco investiga fraude no ponto de servidores da saúde

Servidores são acusados de falsificação de documentos públicos, peculato e prevaricação

Por Helio de Freitas, de Dourados | 30/11/2020 10:59
Viatura do Gaeco no pátio da prefeitura durante buscas na Secretaria de Administração (Foto: Adilson Domingos)
Viatura do Gaeco no pátio da prefeitura durante buscas na Secretaria de Administração (Foto: Adilson Domingos)

Deflagrada nesta segunda-feira (30) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a Operação “Ponto Britânico” investiga fraude no controle de frequência dos servidores da saúde de Dourados, a 233 km de Campo Grande.

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Secretaria de Administração, que funciona no CAM (Centro Administrativo Municipal), e na sede da Secretaria de Saúde. Os dois prédios ficam na Avenida Coronel Ponciano.

No bloco da administração as buscas comandadas pelo promotor Eduardo de Souza Sant'Anna Pinheiro foram encerradas por volta de 10h, mas as equipes do Gaeco continuaram por mais uma hora na Secretaria de Saúde, onde o trabalho foi coordenado pela promotora Rosalina Cruz Cavagnolli.

Veja o vídeo:

Expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal, os mandados fazem parte da investigação sobre crimes de falsificação de documentos públicos, peculato e prevaricação. Servidores públicos municipais são suspeitos de fraude no preenchimento do controle de frequência de profissionais de saúde para comprovar prestação de serviços.

Segundo o MP, o nome da operação faz alusão à forma de preenchimento das folhas de frequência que posteriormente serviriam como base para o cálculo da remuneração dos servidores públicos.

Em nota, a prefeitura informou que “já tomou e continuará tomando as medidas administrativas necessárias, sobretudo, para colaborar com as investigações e os esclarecimentos devidos”.

Segundo a assessoria da prefeita Délia Razuk (sem partido), a administração municipal reafirma que jamais deixará de contribuir com o trabalho dos órgãos fiscalizadores, “mantendo a transparência”. Todos os documentos solicitados pelos agentes foram entregues, segundo a prefeitura.

Essa é a oitava operação policial contra a prefeitura no mandato de Délia Razuk, que assumiu o comando da maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul no dia 1º de janeiro de 2017.

Mergulhada em escândalos de corrupção e com popularidade em baixa, Délia nem se arriscou a tentar a reeleição e no dia 1º de janeiro de 2021 passa o cargo para o atual presidente da Câmara Alan Guedes (PP), prefeito eleito no dia 15 de novembro.

Policiais do Gaeco deixam Secretaria de Saúde levando malote com documentos (Foto: Adilson Domingos)
Policiais do Gaeco deixam Secretaria de Saúde levando malote com documentos (Foto: Adilson Domingos)


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