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Interior

PF alega que agentes presos por indígenas estavam uniformizados

Policiais federais ficaram presos por 3h e indígenas disseram que homens foram confundidos com pistoleiros

Ana Paula Chuva | 30/09/2022 15:40
Momento em que policial federal estaria falando com indígenas na retomada nesta terça-feira. (Foto: Divulgação | PF)
Momento em que policial federal estaria falando com indígenas na retomada nesta terça-feira. (Foto: Divulgação | PF)

A PF (Polícia Federal) alegou que os agentes presos na tarde de quinta-feira (29), por indígenas Guarani Kaiowá do tekoha Jopara, retomada localizada em Coronel Sapucaia, distante 396 quilômetros de Campo grande, estavam identificados com camisetas ostensivas da corporação, contrariando a versão de que eles estariam a paisana.

Em nota, a PF esclarece que os agentes em primeiro momento foram recebidos de forma amistosa e receptiva pelos indígenas, colheram as informações necessárias e em seguida informaram que fariam um sobrevoo no local.

No entanto, após terminarem os trabalhos com o equipamento, um outro grupo de indígenas apareceu e não estava muito receptivo. Com isso, os policiais foram cercados de “forma agressiva”, momento em que o tumulto começou.

“A todo momento os indígenas afirmavam que a equipe não seria da Polícia Federal, apesar dos agentes de segurança estarem devidamente identificados com o uniforme da PF, carteiras funcionais, distintivos e viatura que continha o emblema da corporação, além de estarem portando armamento curto de forma velada, ou seja, não aparente”, diz a nota.

Ainda conforme a PF, os policiais ficaram presos por cerca de três horas e a liberação aconteceu somente após intensa negociação. “A Polícia Federal reafirma seu compromisso na prevenção e repressão aos crimes contra as comunidades indígenas”, finaliza o documento.

Carro que estaria sendo usado pelos policiais e indígenas no local da retomada. (Foto: Divulgação | PF)
Carro que estaria sendo usado pelos policiais e indígenas no local da retomada. (Foto: Divulgação | PF)

Confundidos - A informação inicial, divulgada pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), ainda na terça-feira, era que dois policiais federais foram confundidos com pistoleiros contratados por fazendeiros,  por estarem armados circulando em uma camionete Hilux e sem identificação.

 Os indígenas também relataram que, enquanto a caminhonete rondava a retomada, um drone sobrevoava a comunidade Temendo ser atacados, eles prenderam os homens e alertaram as autoridades, ainda conforme o Cimi.

As lideranças Guarani Kaiowá avisaram as Defensorias Públicas da União (DPU) e do Estado (DPE), a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Ministério Público Federal (MPF) e a própria PF. Contudo, as autoridades confirmaram que os dois homens eram, de fato, agentes policiais e eles foram liberados pelos Guarani Kaiowá.

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