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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

07/07/2016 13:49

PF cumpre mais uma reintegração e retira índios de área vizinha à reserva

Com apoio da Polícia Militar, PF desocupou a fazenda Cristal, invadida em março; sítios próximos às aldeias continuam ocupados

Helio de Freitas, de Dourados
Barracos ocupados por índios na fazenda Cristal foram desmontados e queimados (Foto: Direto das Ruas)Barracos ocupados por índios na fazenda Cristal foram desmontados e queimados (Foto: Direto das Ruas)

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (7) mais uma reintegração de posse de áreas ocupadas por índios no município de Dourados, a 233 km de Campo Grande. O despejo tinha sido determinado por liminar da Justiça Federal.

Um dia depois de despejaram os guarani-kaiowá que lutam pela demarcação do território Apyka'i, no Curral de Arame, a PF desocupou hoje, com apoio da Polícia Militar, a fazenda Cristal, localizada ao norte da reserva de Dourados, na divisa com o município de Itaporã.

A fazenda tinha sido invadida no dia 12 de março deste ano. Durante a ocupação, um índio ficou ferido por estilhaço de rojões disparados por moradores da região que se uniram para tentar impedir a ocupação. Depois do confronto, os índios acamparam em uma mata dentro da propriedade e ficaram lá até hoje, quando foram removidos pela PF.

Ao contrário do ocorrido ontem, quando até estudantes universitários de Dourados estavam presentes na desocupação da Fazenda Serrana e postaram imagens da ação em redes sociais, a ação de hoje foi sigilosa e só “vazou” depois que já tinha sido concluída.

Policiais militares que acompanharam o trabalho da PF informaram que a desocupação ocorreu sem incidentes. Os índios que estavam na propriedade voltaram para as aldeias Bororó e Jaguapiru.

Sítios – Moradores de sítios localizados no perímetro urbano de Dourados, também vizinhos à reserva indígena e ocupados desde março deste ano, estão na expectativa que a PF cumpra nos próximos dias a reintegração de posse das áreas, determinada há três meses pela Justiça Federal.

No início de março, os índios chegaram a ocupar 13 sítios, mas atualmente estão em seis – cinco nos fundos da cidade e outro localizado na margem do anel viário, entre a MS-156 e a BR-163.

Embora dentro do perímetro urbano, os sítios mantêm as características rurais e antes da ocupação eram usados para plantio de soja, milho e hortifrutigranjeiros e para a criação de bois, porcos e galinhas.



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