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Interior

PF deflagra Operação Canguçu e cumpre mandado após onça-pintada ser morta a tiro

Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão durante investigação para encontrar autor de crime

Dayene Paz | 19/07/2022 08:25
Policiais durante operação nesta segunda-feira (18). (Foto: Divulgação/PF)
Policiais durante operação nesta segunda-feira (18). (Foto: Divulgação/PF)

A PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação Canguçu, nesta segunda-feira (18), contra caça ilegal, depois da localização do corpo de uma onça-pintada, morta com sinal de disparo de arma de fogo, no Rio Paraguai, em trecho localizado na cidade de Ladário, a 426 quilômetros de Campo Grande.

Conforme a PF, durante a deflagração da operação foi dado cumprimento a um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça Federal. Não houve prisões e o material apreendido passará por perícia para que o autor seja identificado.

O nome da operação faz referência ao termo em Tupi-Guarani “akangu'su”, designação da 'onça-pintada', formado de a'kanga 'cabeça' e a'su ou u'su 'grande'.

Morta a tiro - O corpo da onça foi encontrado boiando no Rio Paraguai, em Ladário, na manhã do dia 4 de julho. Pescadores que encontraram o animal acionaram a Polícia Militar Ambiental, que preliminarmente, identificou um buraco na cabeça da fêmea, provocado por disparo de arma de fogo, indicando caça ilegal.

O capitão Kelvin Augusto Rodrigues Valente, disse que a morte, pela análise preliminar, teria ocorrido há uma semana. “A gente foi acionado e deslocamos até o local, juntamente com um veterinário e um biólogo do Instituto Homem Pantaneiro. A onça era uma fêmea e segundo os técnicos, a morte já havia ocorrido cerca de uma semana, devido ao estado de decomposição”, destacou o comandante.

No momento da verificação do corpo, o animal foi mantido no rio porque o cadáver do animal serve de alimento para outros seres vivos. “Se ela ainda estivesse viva, aí sim nós recolheríamos”, disse Valente, que também comentou que foi feito contato com pessoas próximas, “mas infelizmente, afirmaram que não viram nada”.

Nas redes sociais, o médico veterinário do IHP, Diego Viana, lamentou o ocorrido, afirmando que Mato Grosso do Sul está perdendo a batalha da conservação e convivência harmônica com a fauna pantaneira.

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