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Interior

Polícia faz pente-fino em busca de 5 pistolas furtadas em penitenciária

Diretor do presídio de Pedro Juan Caballero foi exonerado após sumiço das armas

Por Helio de Freitas, de Dourados | 05/02/2026 09:03
Polícia faz pente-fino em busca de 5 pistolas furtadas em penitenciária
Grupo de elite da Polícia Nacional em frente à Penitenciária de Pedro Juan, nesta manhã (Foto: Urundey FM)

Agentes do grupo de elite da Polícia Nacional e do Ministério Público do Paraguai fizeram pente-fino na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero na manhã desta quinta-feira (5). As equipes entraram na unidade ainda durante a madrugada, à procura de cinco pistolas que desapareceram da sala de armas do presídio.

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Polícia Nacional e Ministério Público do Paraguai realizaram operação na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero em busca de cinco pistolas desaparecidas da sala de armas. O diretor do presídio foi exonerado e quatro agentes penitenciários foram presos preventivamente. As buscas concentraram-se no pavilhão S, após informações da inteligência, mas as armas não foram localizadas. Suspeita-se que o armamento tenha sido entregue a facções criminosas. O presídio, conhecido por fugas e rebeliões, abriga principalmente traficantes e pistoleiros que atuam na fronteira com o Brasil.

O presídio é ocupado principalmente por traficantes e pistoleiros que atuam na linha internacional entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Fora de uso, as pistolas seriam devolvidas ao patrimônio da Polícia Nacional, mas desapareceram no fim de semana.

Nesta quarta-feira (4), o Ministério da Justiça do Paraguai exonerou o diretor do presídio, Adán Jesús González Álvarez, e nomeou como interventor o coordenador de Alto Risco Penitenciário, Christian Ronaldo Ortiz Claverol. Quatro agentes penitenciários que estavam de serviço no dia do desaparecimento das armas estão presos preventivamente.

O comissário Osval Lesme Mendoza, diretor da Polícia Nacional no departamento de Amambay, informou que as buscas de hoje ocorreram no pavilhão S, após o serviço de inteligência apontar que as pistolas estariam em poder dos internos desse setor. Entretanto, nenhuma das armas foi encontrada.

A principal suspeita dos investigadores é que as armas tenham sido entregues a membros de facções criminosas recolhidos na penitenciária. O presídio tem histórico de rebeliões e fugas em massa, a maior delas em janeiro de 2020, quando 75 presos fugiram por um túnel. A maioria era ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

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