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Interior

Polícia Federal apreende armas, dinheiro e droga em “QG” do PCC na fronteira

Com helicóptero, Operação Exílio cumpre nesta quinta-feira dez mandados em Ponta Porã e no Estado de São Paulo

Por Helio de Freitas, de Dourados | 25/06/2020 08:20
Confira a Galeria de Imagens:
Fuzis automáticos apreendidos pela PF no QG do PCC, hoje em Ponta Porã (Foto: Divulgação)
Fuzis automáticos apreendidos pela PF no QG do PCC, hoje em Ponta Porã (Foto: Divulgação)

Armas automáticas, explosivos, dinheiro e droga foram apreendidos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (25) em uma casa no bairro São João, em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. No endereço, um dos alvos da Operação Exílio, funcionava “QG” da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), atualmente a organização criminosa mais bem estruturada na Linha Internacional.

Dez mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal de Ponta Porã, estão sendo cumpridos em endereços localizados em Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em Ponta Porã o trabalho tem apoio de helicóptero da PF. Ainda não há informação sobre prisões.

Veja o vídeo:


São pelo menos 110 policiais mobilizados, incluindo integrantes do COT (Comando de Operações Táticas), da Coordenação de Aviação Operacional e do GPI (Grupo de Pronta Intervenção) da Polícia Federal. As investigações tiveram apoio do Centro Integrado de Operações de Fronteira.

De acordo com a PF, a Operação Exílio tem como objetivo desarticular organização criminosa vinculada ao PCC atuante no tráfico internacional de drogas e de armas de fogo, a partir da fronteira do Brasil com o Paraguai.

“No transcorrer das investigações, descobriu-se que a organização criminosa investigada é liderada por indivíduos foragidos do sistema prisional paulista, os quais seriam vinculados ao Primeiro Comando da Capital”, afirma a PF.

Os alvos da operação seriam responsáveis por comandar ações de interesse do PCC na região formada pelas cidades-gêmeas Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. conforme a PF, os traficantes ocupavam imóveis de alto valor agregado e transitavam em veículos de luxo, adquiridos com dinheiro do crime. Eles são acusados de organização criminosa, tráfico internacional de drogas e tráfico internacional de armas, cujas penas somadas podem superar 39 anos de prisão.

A operação recebeu o nome de “Exílio” devido à descoberta de que membros do PCC foragidos da Justiça teriam buscado abrigo na fronteira entre Brasil e Paraguai. Com documentos falsos, se passavam por empresários para esconder as atividades criminosas.

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