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Interior

Polícia paraguaia é acionada para reforçar buscas pelo Maníaco da Cruz

Por Paula Maciulevicius | 04/03/2013 09:59
Dyonathan fugiu da unidade entre a noite de sábado e a manhã de domingo. A ausência dele foi notada na vistoria das 8h de domingo.
Dyonathan fugiu da unidade entre a noite de sábado e a manhã de domingo. A ausência dele foi notada na vistoria das 8h de domingo.

As polícias Civil e Militar e também do Paraguai estão empenhadas na busca por Dyonathan Celestrino, 21 anos, que fugiu da Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã neste final de semana. O jovem é conhecido como ‘Maníaco da Cruz’, por ter assassinado três pessoas em Rio Brilhante, em 2008.

Segundo o delegado de Polícia Civil de Ponta Porã, Clemir Vieira Júnior, a polícia paraguaia foi informada e também está ciente da fuga. “Passamos a informação a eles para a polícia de lá tentar encontrá-lo se ele estiver no Paraguai”, explicou o delegado. O trabalho da Polícia Civil na região é para recaptura de Dyonathan que é tratado como foragido. “Temos a fotografia dele e desde que fomos informados da fuga estamos na recaptura dele”, completou.

O comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Carlos Alberto David dos Santos, disse ao Campo Grande News que já foi determinado aos comandantes da Polícia Militar de Ponta Porã e região para que adotem providências “no sentido de buscar informações que nos levem a captura dele”.

Dyonathan fugiu da unidade depois das 18h de sábado, horário em que ocorreu a última vistoria. Os funcionários perceberam a ausência do jovem apenas na manhã de domingo, durante a revista das 8h da manhã.

Ele fugiu arrebentando a janela e usando um cobertor. Como não há grades em Uneis aos moldes dos presídios, apenas a proteção de janelas comuns, o cobertor e um pedaço de madeira podem ter servido de torniquete.

Dhionatan estava na unidade desde 2008 e completou 21 anos dentro da Unei. Os crimes em série foram cometidos quando ele tinha 16 anos, em Rio Brilhante, onde morava com a família. Na cidade onde morreram o pedreiro Catalino Cardena, 33 anos; a frentista Letícia das Neves, 22 anos e a estudante Gleice Kelly da Silva, 23 anos, assassinados pelo ‘maníaco’ por considerar todos ateus, o clima é de apreensão.

Segundo o comandante do 3° pelotão da PM em Rio Brilhante, tenente Aldo de Souza Benevides, o município que até domingo de manhã vivia uma tranquilidade, depois da notícia da fuga, agora vive o medo. O número de ligações para a Polícia Militar aumentou consideravelmente.

“A população demonstra preocupação, recebemos várias ligações de moradores, principalmente mulheres preocupadas com os filhos. Ele deixou um rastro de sangue aqui, as pessoas têm muito medo dele”, resumiu.

Na região, a orientação foi de intensificar as abordagens da PM e não desprezar informações. “Dos informes vamos verificar essas informações e não deixar passar, ver se realmente procede, se tem verdade nisso. Fizemos contato com a Unei pedindo uma foto mais recente dele”, comentou o tenente.

A PM de Rio Brilhante está empenhada, apesar do comandante não acreditar que ele possa voltar à cidade. “Aqui ele é muito conhecido, os familiares das vítimas não querem ele aqui”.

O Estatuto da Criança e do Adolescente determina tempo máximo para a internação em Uneis de três anos. O prazo de Dyonathan venceu em outubro de 2011 e no ano passado, depois de ação da Defensoria Pública, a Justiça determinou a interdição do jovem em um hospital psiquiátrico.

Ele é considerado perigoso ao ponto do Estado alegar que a presença do assassino nos hospitais psiquiátricos existentes em Mato Grosso do Sul significaria risco aos funcionários e aos demais internados. O argumento foi usado pelo governo na tentativa de evitar a transferência, mas o TJ manteve a internação compulsória.

Apesar da decisão de março de 2012, até agora ele continuava na Unei.

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