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Interior

Preso surta, coloca fogo no colchão, ataca colega e morre asfixiado

Mesmo em cela disciplinar da penitenciária de Dourados, preso estava com arma artesanal

Por Helio de Freitas, de Dourados | 17/04/2021 09:57
Arma artesanal encontrada na cela em que preso morreu (Foto: Adilson Domingos)
Arma artesanal encontrada na cela em que preso morreu (Foto: Adilson Domingos)

Preso que estava em cela disciplinar morreu neste sábado (17) depois de colocar fogo no colchão e atacar outro detento na Penitenciária Estadual de Dourados, a 233 km de Campo Grande. A perícia da Polícia Civil não encontrou ferimentos no corpo, o que levanta a hipótese de que ele tenha morrido asfixiado pela fumaça do colchão em chamas.

O caso ocorreu por volta de 3h da madrugada. Agentes penitenciários foram informados pela vigilância das torres sobre possível incêndio na cela disciplinar 22. Quando chegaram ao local, os agentes encontraram Thiago Loureiro Lima, 32, e Marcio Henrique Greffe, 27, em luta corporal.

Conforme a ocorrência registrada na Polícia Civil, o interior da cela estava coberto de fumaça. Os agentes conseguiram retirar os dois presos. Marcio apresentava apenas alguns arranhões. Thiago conseguiu se arrastar, mas em seguida desmaiou.

Colocado em uma cadeira de rodas, ele foi levado para a enfermaria da penitenciária para receber os primeiros socorros, mas no local não havia médico nem enfermeiro para o atendimento.

Thiago foi levado então para o Hospital da Vida, que fica a quase 15 quilômetros do presídio. Pouco depois de dar entrada no hospital, o médico plantonista informou aos agentes que o preso tinha morrido.

Marcio relatou aos agentes que Thiago surtou dentro da cela, ateou fogo no colchão e com uma arma artesanal feita com pedaço de ferro partiu para cima dele. O delegado plantonista Rafael de Souza Carvalho foi até a penitenciária e Marcio repetiu a história.

A morte será investigada. Por enquanto Marcio foi apenas ouvido, mas a polícia aguarda o resultado da necropsia para saber a real causa da morte. Como Thiago não tinha lesões, a principal suspeita é que tenha morrido devido à fumaça que inalou na cela.

Agentes vigiam presos durante banho de sol na penitenciária de Dourados (Foto: Divulgação)
Agentes vigiam presos durante banho de sol na penitenciária de Dourados (Foto: Divulgação)


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