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Interior

Procurado na fronteira, Minotauro passeava de Porsche no interior de SP

Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, acusado pelo Paraguai de mandar matar policial em Ponta Porã, chefiava o tráfico em Bauru até 2012

Por Helio de Freitas, de Dourados | 22/03/2018 14:38
Carro da Polícia Civil que era usado por investigador executado no dia 6 deste mês em Ponta Porã (Foto: Arquivo)
Carro da Polícia Civil que era usado por investigador executado no dia 6 deste mês em Ponta Porã (Foto: Arquivo)

Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, 32 anos, o “Minotauro”, apontado pela imprensa paraguaia como o mandante do assassinato do policial civil Wescley Dias Vasconcelos, 37, ocorrido no dia 6 deste mês em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande, está foragido da justiça de São Paulo desde agosto de 2012.

Morando atualmente em Pedro Juan Caballero, onde usa identidade falsa como cidadão paraguaio com nome Celso Matos Espíndola, 35 anos, Sérgio era o chefe do tráfico de drogas em Bauru (SP), cidade de 372 mil habitantes localizada a 326 km da capital paulista.

Naquela cidade, ele ficou conhecido por desfilar em um Porsche Panamera avaliado em R$ 300 mil. A quadrilha dele foi desarticulada pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) em 2012, mas Sérgio Quintiliano Neto escapou por um golpe de sorte.

Os policiais paulistas cumpriram os mandados de prisão nas primeiras da manhã de 9 de agosto de 2012, mas quando chegaram à casa de Minotauro – na época ele ainda não tinha esse apelido – não o encontraram. Sérgio havia brigado com a mulher durante a madrugada e ela o colocou para fora de casa.

Carros de luxo, imóveis e grandes quantias em dinheiro foram aprendidos com a quadrilha de Quintiliano Neto. Apenas uma das anotações apreendidas pela polícia indicava que o bando tinha R$ 2 milhões a receber.

No dia em que desarticulou a quadrilha de Sérgio e prendeu seus dois principais comparsas, a polícia paulista encontrou nos dez locais em que esteve R$ 21.415 em dinheiro e nove veículos médios e populares, foram os de luxo, uma BMW X6 usada por Sérgio para sair de casa, uma Land Rover avaliada em R$ 160 mil e o Porsche Panamera.

O dinheiro obtido com o tráfico de drogas, principalmente venda de cocaína em Bauru, era lavado por meio da aquisição de imóveis e de veículos.

Sérgio Quintiliano Neto construiu um patrimônio milionário no interior paulista. Quando fugiu, ele tentava para comprar uma casa de R$ 900 mil em um condomínio de luxo de Bauru.

PCC – Seis anos antes, durante os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), Sérgio, então com 21 anos de idade, foi detido com duas metralhadoras e um fuzil, em Panorama, cidade perto da divisa com Mato Grosso do Sul. Condenado por formação de quadrilha, cumpriu três anos de pena e em 2009 ganhou liberdade e entrou para o tráfico.

Quando ainda era membro do PCC, Sérgio foi preso por planejar a execução de agentes de segurança das penitenciárias de Presidente Bernardes e Presidente Venceslau. A ordem para a ação teria partido da liderança da facção criminosa.

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