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Interior

Professores decidem sobre proposta que exclui administrativos de reajuste

Pelo 2º ano consecutivo, educadores de Dourados e prefeitura vivem impasse sobre reajuste; alunos foram dispensados mais cedo hoje

Por Helio de Freitas, de Dourados | 25/06/2018 10:01
Professores de Dourados reunidos nesta manhã para avaliar proposta da prefeitura (Foto: Divulgação)
Professores de Dourados reunidos nesta manhã para avaliar proposta da prefeitura (Foto: Divulgação)

Pelo segundo ano consecutivo, prefeitura e professores da Rede Municipal de Ensino enfrentam um impasse por causa do reajuste do piso nacional do magistério em Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande. As negociações estão em andamento desde abril, mas até agora não houve acordo.

A prefeita Délia Razuk (PR) concordou em conceder o reajuste do piso nacional do magistério – 6,81% – mas apenas para os professores. Já para os administrativos da educação a prefeitura oferece apenas 2,68%, que foi o índice de reposição concedido a todos os servidores municipais.

Nesta segunda-feira (25), a maioria dos alunos das escolas municipais foi liberada das aulas às 9h, para que os professores participassem da assembleia na sede do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação). Na semana passada houve um dia de paralisação como alerta ao município.

De acordo com a assessoria do sindicato, a assembleia discute a resposta da prefeitura encaminhada na sexta-feira (22), que mantém os servidores administrativos sem o reajuste do piso nacional. Além disso, os professores querem também o reajuste de 7,64% do piso de 2017, quando a categoria ficou sem a reposição anual dos salários.

A prefeitura alega que os professores municipais de Dourados ganham o dobro do piso nacional. Segundo o município, a própria Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) considera Dourados uma das 36 cidades de MS que cumprem a lei 11.738 do piso nacional, fixado para 2018 pelo Ministério da Educação em R$ 2.455,35 para uma jornada de 40 horas semanais.

“A prefeitura recebeu com estranheza o manifesto de professores reclamando reajuste de salários, diante da informação de que a categoria do magistério terá reposição de 4,13% nos salários de junho, retroativo ao mês de abril”, afirma a prefeitura.

Ainda de acordo com a assessoria de Délia Razuk, um professor com curso superior recebe R$ 4.588,95 por 40 horas semanais em dourados, enquanto o piso nacional é de R$ 2.455. “Por 20 horas semanais trabalhadas, o menor salário no município é de R$ 2.294,42, de acordo com levantamentos da Secretaria de Administração, contabilizada a reposição linear de 2,68% concedida a partir de abril”.

Conforme a prefeitura, professores com ensino médio que atuam na educação indígena e em algumas unidades rurais, ganham R$ 2.982,75 por 40 horas semanais de jornada – também acima dos R$ 2.455 do piso nacional.

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