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Interior

Guarda é acusado de estupro após se passar pelo irmão para enganar adolescente

Investigação aponta aproximação pelas redes sociais e abuso sexual durante deslocamento até a escola

Por Bruna Marques | 25/02/2026 16:39


RESUMO

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Um guarda patrimonial de 34 anos, Jhonatan Hellker Douglas Ximenes, é acusado de estupro contra uma adolescente de 15 anos em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul. O crime teria ocorrido no ano passado, quando a vítima tinha 14 anos. Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado utilizou a identidade de seu irmão adolescente para se comunicar com a menina nas redes sociais, enviando fotos e vídeos de seu carro para convidá-la a sair. A mãe da vítima descobriu as mensagens ao monitorar o celular da filha e relatou que a adolescente foi coagida a um passeio, durante o qual o estupro teria ocorrido. Apesar das evidências apresentadas, o pedido de medida protetiva foi indeferido, com a justificativa de que não havia indícios de coação. O caso segue sob investigação.

O guarda patrimonial Jhonatan Hellker Douglas Ximenes, 34 anos, é acusado de estupro contra uma adolescente de 15 anos. O caso ocorreu no ano passado, em Porto Murtinho, a 439 quilômetros de Campo Grande, quando a menina tinha 14 anos.

Conforme consta na denúncia do Ministério Público à qual o Campo Grande News teve acesso, a mãe da vítima compareceu à Promotoria de Justiça relatando que a filha foi vítima de estupro praticado por Jhonatan. Segundo ela, o homem teria usado a identidade do próprio irmão adolescente para se comunicar com a menina por meio das redes sociais.

A mãe informou que, durante as férias escolares, ao monitorar o celular da filha, encontrou capturas de tela de conversas com um suposto adolescente de 16 anos, posteriormente identificado como irmão do verdadeiro suspeito. Relatou ainda que o homem enviava fotos e vídeos de seu automóvel, convidando a adolescente para um passeio.

Em determinado dia, enquanto a menina estava na casa da avó materna, ela saiu sem autorização e, ao retornar, a mãe percebeu cheiro de perfume diferente. Ao questioná-la, ouviu que ela havia estado com o namorado cujas mensagens já tinham sido visualizadas.

A mãe foi até a casa do rapaz para questionar os contatos. Posteriormente, ela e a irmã do jovem o procuraram e foram informadas de que não era ele quem estava com a adolescente, mas sim o irmão, de 34 anos, casado.

De acordo com o relato, a vítima contou que o autor a convidou para um passeio de carro até a escola. Ela aceitou, sem saber o que aconteceria. Durante o trajeto, o homem passou a constrangê-la e, mediante uso de força, consumou relação sexual contra a vontade da adolescente, caracterizando o estupro.

A mãe relatou também que apurou que o autor conhece a filha desde 2024, quando prestou auxílio no transporte de estudantes após defeito no ônibus escolar. Disse possuir prints e um vídeo em que ele se refere a si como “o dono” da menina. Ressaltou que o investigado se fez passar pelo irmão para manter contato e ocultar a própria identidade.

No processo consta pedido de medida protetiva contra o autor, que foi indeferido. Conforme o documento, os elementos presentes nos autos não revelam qualquer indício de coação ou intimidação. “Ao contrário, os diálogos apresentados evidenciam trocas de mensagens afetivas e o vídeo demonstra proximidade entre os dois, sem sinais de constrangimento ou submissão”, diz trecho da decisão.

Além disso, a reportagem apurou que não consta no processo o registro de escuta formal da adolescente. Até o momento, não há informação de que o Ministério Público, responsável por instaurar o procedimento investigatório, tenha realizado oitiva da menor no âmbito dos autos.

A reportagem tentou contato com a mãe da vítima e com o acusado, por meio de mensagens e ligações, mas até a publicação desta matéria não houve retorno às tentativas realizadas. O espaço segue aberto.

Com informações do site MS Notícias. 

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