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Interior

Protesto pede fim da violência e prisão de assassinos de prefeito

Acevedo morreu na noite de sábado quatro dias após ser ferido a tiros por pistoleiros em Pedro Juan

Por Helio de Freitas, de Dourados | 25/05/2022 16:25
José Carlos Acevedo, prefeito de Pedro Juan vítima de pistoleiros da fronteira (Foto: Arquivo)
José Carlos Acevedo, prefeito de Pedro Juan vítima de pistoleiros da fronteira (Foto: Arquivo)

Familiares, amigos e apoiadores do prefeito José Carlos Acevedo Quevedo, assassinado na semana passada, vão protestar ainda nesta quarta-feira (25) na linha internacional formada por Pedro Juan Caballero (Paraguai) e Ponta Porã (MS), a 313 km de Campo Grande. Os manifestantes cobram o fim da violência que há décadas assola a fronteira, mas que se tornou mais sangrenta nos últimos seis anos.

Aos 51 anos de idade, o político do Partido Liberal foi atingido por sete tiros de pistola 9 milímetros disparados por dois pistoleiros, na tarde de terça-feira (17). O terceiro criminoso dirigia o carro, encontrado queimado horas depois.

José Carlos lutou pela vida por quatro dias, mas na noite de sábado (21) os médicos anunciaram a morte cerebral. O coração parou de bater horas depois. Os tiros atingiram principalmente o pescoço do prefeito, que estava no quarto mandato.

A investigação sobre o atentado é conduzida pela Polícia Nacional e pelo Ministério Público do país vizinho. A principal pista até agora é uma das armas do crime, uma pistola Glock 9 milímetros que pertencia a bandido da fronteira executado em 2017, Fernando Javier Lezcano Giménez, o “Gordo”.

Como a arma era registrada, foi devolvida para a viúva, Mirta Raquel López, que está presa há seis dias. A mulher alega que repassou a arma para sua advogada Liz López Peña como pagamento de honorários. A advogada nega ter recebido a pistola e cumpre prisão domiciliar por ter filhos pequenos.

No início desta semana os investigadores anunciaram que quatro suspeitos já teriam sido identificados e seriam presos em breve, o que não aconteceu até agora. A família do prefeito assassinado afirma não confiar na polícia paraguaia.

Hoje de manhã, o promotor de Justiça Federico Delfino e o comandante da Polícia Nacional comissário Gilberto Fleitas afirmaram que a força-tarefa designada para investigar o crime vai permanecer mobilizada até o assassinato ser esclarecido.

Eles se reuniram com o governador de Amambay Ronald Acevedo, irmão do prefeito assassinado e crítico do governo do presidente Mario Abdo Benítez. Ronald culpa o governo nacional pela violência na fronteira.

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