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Interior

Reconstituição tenta esclarecer execução de advogado e servidor público

Os dois foram mortos a tiros no dia 1º de março

Por Dayene Paz e Helio de Freitas, de Dourados | 19/03/2026 09:57


RESUMO

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A Polícia Civil realizou a reconstituição do duplo homicídio ocorrido em Caarapó, Mato Grosso do Sul, que vitimou o advogado Cássio de Souza, de 40 anos, e o servidor público Hugo Centurião Enciso, de 49 anos. O crime aconteceu na madrugada de 1º de março, na Rua Américo Vesúvio. Três suspeitos estão envolvidos no caso: Antonio Lucas Bispo da Silva, seu pai Antônio Marques da Silva e Alex dos Santos Silva. As versões apresentadas são divergentes, com cada acusado atribuindo a autoria dos disparos a outro. As vítimas foram atingidas pelas costas após uma discussão anterior.

A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (19), a reconstituição do duplo homicídio ocorrido na madrugada do dia 1º de março, em Caarapó, a 274 quilômetros de Campo Grande. A reprodução simulada aconteceu em frente à casa de um dos acusados, Alex dos Santos Silva, e contou com a participação dos investigados, acompanhados por seus advogados.

A ação faz parte do inquérito conduzido pelo delegado Ciro Jales Carvalho, que apura as circunstâncias das mortes do advogado Cássio de Souza, de 40 anos, e do servidor público municipal Hugo Centurião Enciso, de 49 anos. Eles foram assassinados a tiros após se envolverem em uma briga.

Momentos depois, de acordo com a polícia, o advogado e o amigo Hugo foram até o imóvel de um dos envolvidos na briga para tirar satisfação. Eles chegaram ao local em uma picape e, após estacionarem o veículo em uma estrada próxima, desceram e seguiram até a casa de um homem. Na sequência, os dois foram atingidos por disparos pelas costas.

A reconstituição é justamente nessa rua dos disparos e busca esclarecer as versões apresentadas pelos envolvidos, que são divergentes.

Prisão - O terceiro suspeito, Antonio Lucas Bispo da Silva, de 31 anos, se apresentou à polícia no dia 3 de março, na sede do SIG (Setor de Investigações Gerais), em Dourados, após ter a prisão preventiva decretada. Ele passou a integrar o grupo de investigados ao lado do pai, Antônio Marques da Silva, de 55 anos, e de Alex dos Santos Silva, de 34.

Durante as investigações, Lucas afirmou que os disparos que mataram as vítimas foram feitos por Alex. Já Alex, em depoimento, atribuiu os tiros ao ex-sogro, Antônio Marques. Nenhum dos acusados assume a autoria direta do crime.

Segundo a defesa de Antonio Lucas, ele confirmou amizade antiga com Cássio de Souza e disse que a confusão teve início após uma discussão com Hugo Enciso, que, conforme sua versão, teria iniciado a agressão durante o encontro na madrugada do crime.

O caso aconteceu na Rua Américo Vesúvio, no Bairro Capitão Vigário, onde as vítimas foram executadas a tiros. Elas haviam chegado ao local em uma picape Fiat Strada.

Reconstituição tenta esclarecer execução de advogado e servidor público
Antônio Marques da Silva (à direita) e o genro, Alex Santos da Silva. (Foto: Divulgação)

Hugo Enciso era servidor da Secretaria Municipal de Planejamento, enquanto Cássio de Souza era advogado com registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e atuava como assessor na Câmara de Vereadores de Ponta Porã.

A Polícia Civil segue com as investigações e a reconstituição deve auxiliar na conclusão do inquérito.

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