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Interior

Trio é preso por vender agrotóxico adulterado em laboratório clandestino

Laboratório funcionava em uma chácara na área rural de Ivinhema. Polícia ainda investiga lavagem de dinheiro

Por Mirian Machado | 07/12/2021 16:47
Produto em processo de adulteração escondido em chácara. (Divulgação)
Produto em processo de adulteração escondido em chácara. (Divulgação)

Três homens, de 24, 27 e 32 anos, foram presos nesta terça-feira (7), em uma chácara na área rural de Ivinhema, cidade a 289 km de Campo Grande, por adulterar e vender agrotóxico pela cidade. A propriedade funcionava como um laboratório para adulteração do produto.

O SIG (Setor de Investigações Gerais) chegou ao local através de denúncia e se deparou com o rapaz de 27 anos, que havia acabado de chegar em uma caminhonete. Ao avistar a polícia, tentou fugir. Foi preciso atirar nos pneus do veículo para evitar a fuga.

Os outros dois suspeitos estavam dentro da chácara. Além deles, a polícia encontrou vários galões de agrotóxicos adulterados, uma caixa d'água de mil litros cheia do produto ainda em processo de adulteração, matéria-prima para a fabricação do produto adulterado, além de vários quilos de inseticida vencidos e que apresentavam forte odor, rótulos e tampas falsificados para o envase e uma máquina importada usada para selar os produtos por meio de indução eletromagnética.

Nas notas de venda encontradas com o fornecedor, constam que o produto estava sendo vendido para inúmeras propriedades rurais que plantam nas cidades da região. À polícia, o trio confessou o esquema e disse que a produção acontecia desde o início do ano.

Todos os materiais e dois veículos usados no crime foram apreendidos. Encarregado de fabricar o produto contou que já havia sido preso pelo mesmo crime em São Paulo e respondia em liberdade.

Durante diligências, em um bar na cidade usado como clube de pôquer, a polícia ainda encontrou mais galões do produto e documentos que aparentemente se tratam de lavagem de dinheiro. Já na casa do líder do grupo, outros documentos foram apreendidos comprovando o crime e a venda dos produtos.

Ambos foram presos em flagrante por crime contra as relações de consumo, com pena de 2 a 5 anos de detenção. A polícia ainda vai investigar a possível lavagem de dinheiro, cuja pena é de 3 a 10 anos.

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