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Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

08/08/2011 21:20

UFGD contesta MPF e nega fraude na transferência interna de estudantes

Viviane Oliveira

Há indícios, conforme o MPF, de que parentes de servidores de altos cargos da instituição foram privilegiados

A assessoria de imprensa da UFGD (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) divulgou nota contestando informações do MPF (Ministério Público Federal) de irregularidades em transferência interna de estudantes, em programa denominado Mobilidade Interna. Há indícios, conforme o MPF, de que parentes de servidores de altos cargos da instituição foram privilegiados.

Segundo a assessoria, o progama ocorre por solicitação do acadêmico, em que o estudante percorre três semestres dentro da universidade, com aproveitamento de 80% dentro do tempo de formação comum, adquirindo nível de formação de excelência se classificando por mérito para o programa.

Ainda conforme a assessoria, a universidade não ofertou menos vagas em nenhum dos seus processos seletivos. Todas as vagas reservadas para o ingresso universal na universidade "foram destinadas para tal fim e publicadas nos respectivos editais".

A UFGD ressalta que não há reserva de vagas para a Mobilidade Interna, sendo este um direito do estudante de qualquer curso de graduação da universidade, até o limite de 10% das vagas da mesma área do conhecimento, sendo destinada a todos que ingressam na instituição por meio do vestibular.

Nesta segunda-feira à tarde o MPF divulgou nota em que revela irregularidades no processo de transferência interna de alunos na universidade e expediu recomendação para que as matrículas dos alunos, que começariam nesta segunda-feira, fossem suspensas.

Segundo o órgão, a universidade deixou de ofertar vagas no vestibular para dois cursos bastante procurados, Medicina e Direito, e reservou os lugares para acadêmicos matriculados em faculdades de concorrência menor.

Há indícios, conforme o MPF, de que o modelo de mobilidade instituído pela UFGD beneficiou parentes de servidores de altos cargos da instituição. Conforme foi divulgado, a filha de um servidor, antes matriculada em Nutrição, agora cursa Medicina.

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