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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

26/05/2016 10:21

Investigação sobre servidor suspeito de corrupção no governo é reaberta

Funcionário teria cometido tráfico de influência e desvio de dinheiro público

Mayara Bueno

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul resolveu converter em inquérito civil um procedimento que investiga, desde 2015, suposto tráfico de influência, corrupção ativa e desvio de dinheiro público por um servidor do governo estadual. A irregularidade teria acontecido em uma licitação de kit escolar em 2010, de acordo com os autos do processo.

A investigação havia sido arquivada, mas a procuradoria-geral determinou a reabertura e, agora, a conversão em inquérito, por entender a necessidade de mais apurações.

Segundo a investigação, o funcionário Jodascil da Silva Lopes estaria envolvido com empresas que têm ligação com a Secretaria de Estado de Educação, e, por isso, praticaria atos ilegais dentro da administração pública. Um ofício de setembro de 2015, aponta que ele foi designado, em novembro de 2009, para compor a comissão avaliadora das amostras dos kits escolares referente ao processo nº 29/026009/2009. A compra do material seria para 2010 e teve como empresa vencedora a Excel 3000 Materiais e Serviços LTDA, de Niterói, Rio de Janeiro.

A denúncia que chegou até o Ministério Público seria a de que Jodascil teria acerto com empresas financiadoras de campanha, facilitando o fechamento de contratos. Nos autos, o MPE solicita à secretaria informações atualizadas sobre a situação do servidor.

Em resposta a outro ofício, o governo do Estado explicou que a licitação em questão foi aberta para atender alunos das séries iniciais e finais do ensino fundamental, além de estudantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos).

De acordo com o documento, assinado pela secretária de Educação, Maria Cecília Amendola da Motta, as amostras apresentadas estavam de acordo com o edital. O procedimento, avaliado pelo TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), também a pedido do MPE, estaria regular, mesmo assim, optou pela continuidade das investigações.

A reportagem do Campo Grande News procurou o servidor para apresentar seu posicionamento sobre a investigação, mas não obteve contato.



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