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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

14/04/2010 10:27

Mãe diz estar indignada com assédio sexual em escola

Redação

A família da menina de 12 anos, assediada por um guarda municipal de Campo Grande, fala em tom indignado sobre o risco enfrentado pela garota dentro de uma escola pública.

A mãe descobriu na manhã desta quarta-feira que a menina era assediada há dias pelo servidor, identificado como Thiago, dentro da escola Municipal Plínio Barbosa Martins, na região do Los Angeles. Hoje, por pouco, ela diz ter evitado o pior.

A mulher acredita ter conseguido interceptar a filha e o guarda antes de uma tentativa de violência sexual. A garota saiu para ir à escola, mas acabou saindo com o rapaz, de 20 anos, aprovado no último concurso da prefeitura, em 2009.

O turno dele terminou às 6h, depois de torcar de roupa, ele voltou para abordar a garota, diz a mãe.

Avisada por amigos, por volta das 7h, que viram os dois caminhando pelas ruas do Jardim Macaúbas, a mãe saiu do trabalho em busca da filha e ao encontrar, o homem fugiu.

De bicicleta, a mulher ainda perseguiu o guarda e conseguiu alcança-lo. Chegou a cobrar satisfações, mas ele escapou novamente.

O homem só foi pego pouco tempo depois, pela coordenação da Guarda Municipal e levado até a DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente), mas deve responder por importunação ofensiva ao pudor, o que é considerado "pouco" pela mãe, revoltada com a situação.

O maior problema, na avaliação da mãe (que terá o nome preservado para evitar a identificação da vítima), é o risco que julgava não ter, principalmente, vindo de um servidor público, dentro de uma escola municipal.

"Sabe-se lá o que poderia ter ocorrido e quantas meninas ele não assediou", reclama.

O rapaz deve assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência e responder em liberdade. Segundo a prefeitura, processo administrativo também deve ser instaurado para investigar a conduta do servidor.

Só 12 anos - Visivelmente assustada, a menina, de 1,70 metro, diz que foi enganada. Com os olhos lacrimejando, ela conta que foi convencida a sair da escola pelo guarda, para se encontrar com uma colega de sala.

Segundo a menina, que esta na sétima série, o assédio "começou na sexta-feira" passada. Na segunda desta semana, "ele mandou um bilhete dizendo que queria ficar comigo", acrescenta.

A garota diz que não contou nada à mãe, porque tinha medo da reação dela e também por tudo ser muito recente.

Mãe, filha e suspeito prestam depoimento neste momento na DEPCA.

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