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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

08/01/2015 17:32

Mato Grosso do Sul recebeu 400 mil raios em três meses, informa Inpe

Vania Galceran
Da sacada de seu apartamento, com o celular em mãos o leitor efetuou os registros.(Direto das Ruas)Da sacada de seu apartamento, com o celular em mãos o leitor efetuou os registros.(Direto das Ruas)

Campo Grande está entre as 120 cidades brasileiras com maior densidade de raios por ano, com média de 13.43 por km²/ano, segundo dados do Intituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número coloca a cidade em 117º no ranking nacional e em 5º no ranking estadual.

Segundo o órgão, nos últimos três meses caíram cerca de 400 mil raios no estado. Em Campo Grande, no mesmo período foram registrados cerca de 11 mil descargas elétricas. Os raios são fenômenos da natureza que acontecem quando as nuvens cheias de partículas de gelo se eletrizam por um atrito.

As cargas se dividem entre positivas e negativas, e essa atração entre as cargas provoca a descarga elétrica. Só em Campo Grande, nas últimas 24 horas, foram registrados 153 raios. No estado, segundo o Grupo de Eletricidade do Inpe, foram 2.433 raios em 24 horas.

No domingo (4), a atividade elétrica no estado estava em alta segundo o monitoramento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), ligado ao Inpe. O órgão considera alta incidência quando caem mais de 100 raios em 24 horas. Neste dia, no estado foram cerca de 13 mil e na capital o número registrado foi de 1.240.

Em 2014, até o meio de novembro, 84 pessoas morreram em decorrência de raios no Brasil, de acordo com um boletim do Elat publicado no início de dezembro. Entre 2000 e 2013, em todo o Brasil, 1.672 pessoas foram mortas por descargas atmosféricas.

De acordo com o professor da UFMS, Ydenei Alves Fernandes (Doutor em Geofísica Espacial), essas descargas acontecem 70% entre primavera e verão. Essa época de incidências maiores acontecem porque está chegando o verão, e pelas caracaterísticas da nossa localidade e posição geográfica, o que favorece a umidade chegada vinda da Amozônia, os dias mais mais quentes por causa da radiação solar. Além disso as frentes frias que vem do Sul, também colaboram para essas estatísticas.

De acordo com o especialista, o calor intenso e o alto nível de umidade, produzem as condições propícias para tempestades severas acompanhadas de muitos raios. "Nesta época do ano a incidência de raios é muito alta e o Brasil é o País onde eles são mais comuns", disse. Segundo o Elat, o País recebe 50 milhões de raios por ano e, a cada 50 mortes por raios no mundo, uma ocorre no Brasil.

Em MS ainda não há uma estatística das mortes por raios no ano passado.

Segundo o Inpe, a maior parte das mortes ocorreu em áreas rurais (24% do total), seguido por ocorrências dentro de casa (16%), próximo a um veículo (12%), embaixo de uma árvore ou jogando futebol (9%), sob coberturas como toldos ou deques (6%) e na praia (5%).



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