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Cidades

Mesmo com lei Seca, mortes no trânsito aumentam em MS

Redação | 18/06/2010 17:36

Enquanto o Brasil comemora a redução de 6,2% nas mortes no trânsito no primeiro ano de vigor da Lei Seca, Mato Grosso do Sul é um nove estados do país em que não houve reduções. O número de óbitos cresceu 0,6%. Os dados foram revelados hoje, através de pesquisa feita pelo Ministério da Saúde.

Mato Grosso do Sul faz companhia a Maranhão (aumento de 4,7% nas mortes), Amapá (6,9%), Rondônia (10,6%), Amazonas (5,1%), Paraíba (6,5%), Sergipe (9,1%), Mato Grosso (2,8%) e Goiás (3,1%) no "clube" dos estados em que a taxa de mortalidade no trânsito cresceu, apesar da Lei Seca. Porém, como compensação, foi o estado com menor crescimento.

A taxa de mortalidade, que é o risco de morrer em acidentes de trânsito em Mato Grosso do Sul, permaneceu inalterada. Nos 12 meses anteriores à Lei Seca e no primeiro ano da lei em vigor estacionou em 28,7 mortos para cada 100 mil habitantes. Mato Grosso do Sul só "perde" para Roraima (34) Tocantins (30,3), Mato Grosso (46,3) e Goiás (40,2).

Em Campo Grande, o percentual de adultos que, nos últimos 30 dias, conduziu veículos motorizados após consumo abusivo de bebida alcoólica se manteve na média nacional. Segundo os dados, 3,9% dos homens e 0,3% das mulheres da Capital dirigiram alcoolizados.

Lei Seca no Brasil - De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, as mortes provocadas por acidentes de trânsito caíram 6,2% no período de 12 meses após a Lei Seca, quando comparado aos 12 meses anteriores à Lei. Esse índice representa 2.302 mortes a menos em todo o país, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados pelo trânsito.

Os resultados mostraram redução no número absoluto dos óbitos em 17 estados, com destaque para Rio de Janeiro, com 32% de redução, Espírito Santo (-18,6%), Alagoas (-15,8%), Distrito Federal (-15,1%), Santa Catarina (-11,2%), Bahia (-6,1%), São Paulo (-6,5%), e Paraná (-5,9).

A taxa de mortalidade também caiu se somados todos os estados. O país registrou redução de 7,4%. A taxa caiu de 18,7 mortes por 100 mil habitantes para 17,3. As reduções significativas na taxa foram registradas no Rio de Janeiro (-32,5%), Espírito Santo (-18,4%), Distrito Federal (-17,4%), Alagoas (-17%), Santa Catarina (-12,5%), Bahia (-8,6%), Paraná (-7,7%) e São Paulo (-7%).

A pesquisa revela, ainda, que os adultos de 25 a 34 anos (2,1%) e de 35 a 44 anos (2%) são os que mais conduzem após beber, enquanto que, entre os jovens de 18 a 24 anos, esse índice é de 1,8%.

Punição - No Brasil, motoristas flagrados excedendo o limite de 0,2 gramas de álcool por litro de sangue estão sujeitos a multa de R$ 957, perda da carteira de motorista por um ano e ainda podem ter o carro apreendido. Além disso, medida acima de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue é considerado crime e pode levar à prisão.

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