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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

08/12/2015 15:45

Ministério da Saúde contabiliza nove casos de microcefalia em MS

Flávia Lima
Arte: Ministério da SaúdeArte: Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (8) novo boletim sobre casos suspeitos de bebês com microcefalia no país. De acordo com o levantamento, o número de casos já somam 1.761 desde o início do ano.

Na semana passada eram 1.248 casos registrados, o que significa um aumento de 41% em apenas uma semana. Os casos foram registrados em 422 municípios de 14 unidades da federação, incluindo Mato Grosso do Sul, que contabiliza nove casos sob investigação. As cidades com casos suspeitos não foram reveladas. O relatório também indica que ano passado nenhum caso foi registrado no Estado.

No entanto, em Dourados, na primeira semana de dezembro, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica, órgão ligado a secretaria municipal de Saúde, computou dez casos notificados de crianças que nasceram no município com microcefalia. Destes, apenas em um está sendo investigada a relação com o Zika Vírus.

O boletim do Ministério da Saúde mostra que Pernambuco registra o maior número de casos (804). Em seguida estão os estados de Paraíba (316), Bahia (180), Rio Grande do Norte (106) e Sergipe (96). Mato Grosso do Sul aparece em 12º lugar, com os nove casos.

Entre o total de casos, foram notificados 19 óbitos, nos estados do Rio Grande do Norte (7), Sergipe (4), Rio de Janeiro (2), Maranhão (1), Bahia (2), Ceará (1), Paraíba (1) e Piauí (1). As mortes foram de bebês com microcefalia, e suspeita de infecção pelo vírus Zika. Os casos ainda estão em investigação para confirmar a causa dos óbitos.

Desde esta segunda-feira (7), o Ministério da Saúde passou a adotar, junto a com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, a medida padrão da Organização Mundial de Saúde, que é de 32 centímetros, para a triagem de bebês suspeitos de microcefalia.

A doença consiste em uma malformação que reduz o perímetro da cabeça dos recém-nascidos para menos de 34 centímetros, a média considerada normal.

Até então, a medida utilizada pelo Ministério era de 33 centímetros. A iniciativa teve como objetivo incluir um número maior de bebês na investigação, visando uma melhor compreensão da situação.

Protocolo - O Ministério da Saúde elaborou um protocolo emergencial de vigilância e resposta aos casos de microcefalia relacionados à infecção pelo Zika. O objetivo é passar informações, orientações técnicas e diretrizes aos profissionais de saúde e equipes de vigilância.

O material foi elaborado a partir das discussões entre o Ministério da Saúde e especialistas de diversas áreas da medicina, epidemiologia, estatística, geografia, laboratório, além de representantes das Secretarias de Saúde de Estados e Municípios afetados.

O documento também contém orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica, dos casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados.

Com informações do Portal da Saúde

 

 

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