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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

16/10/2014 12:36

Ministério libera dinheiro, mas Estado insiste em ampliar teto em R$ 5,5 mi

Aline dos Santos
Conforme Antônio Lastória,  recursos vão custear ações pelas quais o governo do Estado já pagou. (Foto: Arquivo)Conforme Antônio Lastória, recursos vão custear ações pelas quais o governo do Estado já pagou. (Foto: Arquivo)

O Ministério da Saúde incorporou recurso anual de R$ 5,9 milhões ao teto financeiro da média e alta complexidade em Mato Grosso do Sul. No entanto, o valor passa longe das necessidades do setor, que enfrenta crise em Campo Grande, referência para todo o Estado.

De acordo com o titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Antônio Lastória, a solução seria o repasse mensal de R$ 5,5 milhões. Esse pedido foi feito em maio durante visita do ministro Arthur Chioro. “É o tipo de dinheiro que já foi gasto”, afirma o secretário.

A portaria 2.262, publicada hoje no Diário Oficial da União, estabelece recurso financeiro no montante anual de R$ 5.965.049,00 a ser incorporado ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade do Estado do Mato Grosso do Sul.

“Era um dinheiro que pedimos há muito tempo. É um suporte para toda a rede, nos 79 municípios. Um pedido antigo nosso, mas não é para pôr um serviço novo para funcionar”, afirma Lastória.

Ou seja, os recursos vão custear ações pelas quais o governo do Estado já pagou, como o funcionamento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Camapuã, sala de estabilização em Costa Rica e tratamento fora de domicílio.

Sobre o aporte dos R$ 5,5 milhões mensais, o secretário salienta que o governo estadual segue sem resposta. “É uma grande briga, mas espero que até o fim do ano consiga alguma coisa”, diz.

O planejamento é distribuir o dinheiro da seguinte forma: R$ 3,5 milhões Campo Grande, R$ 1,5 milhão para Dourados e R$ 500 mil para o Fundo Estadual de Saúde.

Alerta – Maior hospital do Estado, a Santa Casa enfrenta uma crise e já sinalizou que pode entregar o pronto-socorro para a Prefeitura de Campo Grande. No dia 20, os médicos vão realizar uma assembleia e votam indicativo de paralisação.

A remuneração dos profissionais sofreu dois cortes nos últimos meses. Depositado em setembro, o pagamento pelo mês de agosto teve 50% retido pela direção da Santa Casa. A medida atingiu 200 médicos, que participam de 16 empresas que atuam no hospital como prestadoras de serviço.

Já a remuneração de setembro, paga no mês de outubro, teve 30% retida para os funcionários que recebem mais de R$ 5 mil. O novo facão atingiu praticamente todo o corpo clínico, composto por 500 médicos.

O MPE (Ministério Público Estadual) entrou na Justiça para que a prefeitura de Campo Grande abra 300 leitos em hospitais.



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