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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

15/01/2012 13:00

Morre em SP bebê que, sem exame, teve diagnóstico tardio de doença cardíaca

Marta Ferreira

“Foi a burocracia que matou o meu neto”. Com essa frase, a professora Elizena Gomes Garcia, de 43 anos, avó do menino Lucas Samuel, de 21 dias, falou hoje sobre a morte do bebê, no Hospital Beneficiência Portuguesa, em São Paulo. Lucas foi levado para a capital paulista para uma cirurgia para corrigir um problema no coração, que poderia ter sido diagnosticado logo que ele nasceu, no dia 26 dezembro, mas não foi porque a criança deixou de ser submetida a um exame previsto em lei, o teste do coraçãozinho.

Diagnosticada a doença, por meio de outros exames após a criança passar mal, nova demora, dessa vez por vaga no hospital paulistano, referência no tratamento. Ele a mãe embarcaram só na quinta-feira e hoje cedo o bebê morreu, sem sequer ter feito a cirurgia necessária. “Ele lutou muito pela vida. Eu reaprendi a orar com o Lucas. Eu reaprendi o valor da vida”, disse a avó,

emocionada.

A família, agora, está se desdobrando para trazer o corpo do bebê para ser velado em Campo Grande. O traslado custou R$ 1,5 mil, após um abatimento conseguido pela avó, de um valor inicial de R$ 5 mil. Agora, explicou Elizena, falta a passagem para a mãe do menino, Priscila, poder vir.

Vítima da burocracia-Elizena disse que, por tudo que os médicos informaram, o bebê tinha chances de se curar, se tivesse sido diagnosticado a tempo e se a operação tivesse sido feita realmente de urgência. “Outras foram feitas aqui e deram certo, diz a vó.

Com diagnóstico tardio, bebê morreu sem fazer cirurgia. (Foto: Álbum de família)Com diagnóstico tardio, bebê morreu sem fazer cirurgia. (Foto: Álbum de família)

O bebê nasceu com a Síndrome de Hipoplasia de Ventrículo Esquerdo, um grave problema que deixa apenas meio coração em funcionamento.

A cardiopatia poderia ter sido identificada por meio do exame de oximetria de pulso (Teste do Coraçãozinho), exigido em todos os hospitais de Mato Grosso do Sul, conforme lei vigente desde 6 de dezembro. Apesar disso, o exame não foi feito, privando Lucas do atendimento correto.

Em vez de ser encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e fazer cirurgia o mais rápido possível, ele teve alta no dia seguinte ao nascimento. As cinco horas que passou em casa agravaram seu estado de saúde.

“Se ele tivesse tido o diagnóstico correto, não teria sofrido assim. Agora, tem que fazer diálise, está entubado e com infecção no fígado”, relatou a mãe, em reportagem do Campo Grande News na semana passada. Ela tem também uma menina de 2 anos.

O bebê nasceu no Hospital do Pênfigo e, após o agravemento do quadro, foi para a Santa Casa, onde fez novos exames que identificaram a doença. De lá, foi transferido na quinta-feira, de UTI Móvel, para o ospital de São Paulo, onde morreu esta manhã.

A lei estipulando que “todo ser humano nascido no Estado de Mato Grosso do Sul deverá ser submetido ao exame de oximetria de pulso”, o teste que identifica problemas no coração logo após o nascimento,foi sancionada no fim de 2011 e ainda depende de regulamentação, a ser publicada em 90 dias.

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É triste e lamentável que nosso país tenha uma visão tão medíocre da saúde pública! Nossos impostos são os maiores do mundo, esse dinheiro enche os cofres públicos enquanto nossos filhos MORREM por pura falta de interesse. "O dia que a água secar, que os peixes morrerem, que a última árvore for cortada o povo vai entender que dinheiro não se come!!" Que vergonha, MS!! Quanto vale uma vida, Brasil?
 
Liliane Caramel em 16/01/2012 10:53:03
Meu filho nasceu nesse mesmo dia, fiquei muito triste ao ver a noticia, força e fé para a família!!!!
 
WELLINGTON MASSARANDUBA em 16/01/2012 10:41:29
QUE DEUS AMPARE ESTA MAE EM SEU COLO, PROTEJA, CONFORTA, E DE FORÇAS A ELA....PRA SEGUIR EM FRENTE
 
angela maria da silva em 16/01/2012 09:47:44
Que Deus conforte esta família, pela perda desse lindo bebê.

É Lamentável o que aconteceu.

Luzia Araújo
 
Luzia Araújo em 16/01/2012 09:28:15
Esse é profissinal de Saúde.....e o duro que daqui a pouco inventa uma greve ai.....escuta só.
 
gualter eugenio em 16/01/2012 09:04:06
A dor é imensa e a SAUDADE INFINITA.......
 
Julyane Garcia em 16/01/2012 09:00:12
deus sabe oque faz nos seres humanos somos ignorantes e. nao sabemos compreender sua vontade saiba que nao cai una folha de uma arvore se. deus nao quiser.compartilho a dor com voce muita forca e que a protecao divina te proteja.
 
lucienne nascimento garcia em 16/01/2012 02:31:47
É lamentável uma coisa dessa, meu Deus. Com saúde não se brinca, não se espera. Como é que deixam essa criança esperar tanto tempo, sabendo que o estado dele era grave? Quantos casos desse vai ter que acontecer, pra esse povo acordar? A saúde tem melhorado bastante nos últimos tempos, mas esse caso ai deixaram a desejar hein. Agilidade gente, não tem mãe que aguente tanto sofrimento desse jeito.
 
valeria nascimento em 15/01/2012 11:57:52
Infelizmente tudo conspirou para que a criança não sobrevivesse; a burrocracia, então... Brasil, braziu...
 
CARLOS RENATO LOPES em 15/01/2012 11:42:29
Que judiação, só Deus mesmo que vai pode conforta o coração dessa mãe, sem palavras...
 
suellen Freire em 15/01/2012 10:49:19
Sem dúvida o diagnótico precoce é fundamental para a sobrevivencia destas crianças.
Meu filho nasceu com a mesma cardiopatia de Lucas, Hipoplasia de Ventriculo Esquerdo, e no meu caso, foi feito o diagnostico ainda no utero,c om 20 semanas, o que em casos mais graves como do meu filho Diego, é ainda mais importante, pois ele não teria tido tempo nem de fazer o exame de oximetria.
 
Valéria Macedo em 15/01/2012 07:02:22
Infelizmente sou obrigada a discordar da colega Francyelle com o comentário acima, Deus deu ao ser humano a capacidade de escolher entre o certo e o errado, o livre arbítrio para fazer o que bem entender.
O ser humano covarde que não se preocupa com o próximo que é o culpado. Ele que perdeu a chance de ser uma pessoa melhor. Existe um exame obrigatório, não???
 
Viviane Garcia em 15/01/2012 06:09:45
O Lucas é mais uma criança, vitima do mal funcionamento da saúde no estado, vitima do descaso, vitima da incapacidade, da negligência. Mas nossa luta não acaba aqui, outros Lucas ainda vão nascer, e é preciso mudar. Muda Mato Grosso do Sul! Anda pra frente.
 
ana andrades em 15/01/2012 05:38:10
É absurdo a gente continuar a ver, manifestar, correr atrás de ajuda, enquanto nosso próprio estado e seus governantes, nada fazem pela saúde.
Como assim? Que estado rico, bem desenvolvido, um dos maiores produtores agrícola e pecuária do país, que estado é esse que não tem estrutura pra socorrer nossos cardiopatas? Por quantos nós vamos ter que assistir crianças morrerem sem tratamento? Lamento
 
ana andrades em 15/01/2012 04:22:44
Não sei quais fatores são relevantes para um hospital dar alta para uma mãe que fez cesariana em 24 horas. Lucas não foi o primeiro e nem vai ser o último bebê vitimado pela burocracia do nosso país que custa o preço mais caro que existe: O preço de uma vida!

Priscila, sinta o abraço de uma mãe que sente a mesma dor que você!!
 
Liliane Caramel em 15/01/2012 04:22:06
Eu tambem tive minha filha no Hospital do Pênfigo , e pude ver como alguns hospitais particulares não lhe oferece o mesmo tratamento que um publico, tive meu primeiro filho na maternidade candido mariano e antes dele ter alta , fez o teste do pezinho, da orelhinha, do olhinho e tomou todas as primeiras vacinas, já no Penfigo tive que fazer todos estes testes depois de ter alta, infelizmente.
 
maria rosa franca recalde em 15/01/2012 03:44:47
A dor é imensa e a SAUDADE INFINITA........
 
Julyane Garcia em 15/01/2012 03:42:19
Infelizmente nem tudo acontece como imaginamos, mas Deus sabe o que faz.

 
FRANCYELLE GARCIA em 15/01/2012 02:10:13
Infelizmente nem tudo acontece como imaginamos, mas Deus sabe o que faz.
 
FRANCYELLE GARCIA em 15/01/2012 01:52:25
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