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Campo Grande, Sábado, 18 de Agosto de 2018

08/02/2012 12:58

MPF denuncia funcionários de hospital por discriminação e omissão de socorro

Wendell Reis

O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu uma denúncia contra um médico e uma técnica de enfermagem do Hospital Evangélico de Dourados por discriminação racial e omissão de socorro. Na denúncia, aceita pela Justiça, os funcionários são acusados de negligência com uma indígena da etnia guarani-kaiowá, atropelada na BR-163, em Mundo Novo.

Segundo o MPF, a indígena foi encontrada ferida por um policial rodoviário federal no dia 27 de outubro de 2009, no quilômetro 29 da BR-163. O policial a encaminhou para o Hospital Bezerra de Menezes, onde por falta de médicos, a indígena teve que ser transferida para o Hospital Evangélico.

O MPF denuncia que a técnica de enfermagem de plantão, obedecendo uma determinação do diretor clínico do hospital, recusou-se a atender a paciente, com a justificativa de que o atendimento à indígenas teria que ser feito pelo Hospital Bezerra de Menezes, que possui convênio com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde). Porém, o MPF sustenta que por conta de revezamento, o Hospital Evangélico era o responsável pelos atendimentos de emergência naquela semana.

Após a negativa, a indígena teve que voltar para o Hospital Bezerra de Menezes, onde foi socorrida por duas funcionárias, tendo em vista que não havia médico. Os réus podem ser condenados por até três anos de prisão, bem como o pagamento de multa. O MPF alega a polêmica sobre o convênio não justifica a recusa do atendimento, apenas em razão da vítima ser indígena.

A investigação aponta que o Hospital Evangélico recebe verba do SUS (Sistema Único de Saúde) para atendimento aos pacientes da rede pública de saúde, independentemente de etnia. Para o MPF, os funcionários “estabeleceram distinção quanto ao atendimento médico a ser dispensado a esse grupo, exclusivamente com base em razões de ordem étnica, restringindo-lhes o gozo, em igualdade de condições, do direito fundamental à saúde, assegurado a todos na Constituição Federal”.

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Parabens MPF, a 5 anos atras passei por uma situação dessa, minha irma e evangelica, estava muito mal, levamos ela no hospital evangelico de C. Grande, onde não recebeu atendimento também, tivemos que levar ela em outro hospital. O meu erro foi de não levar para midia. O funcionario tem culpa sim, momento que fez curso e para salvar vida, situação ADM se resolve depois, A VIDA NÃO E UNICA.
 
Aparecida Romeiro em 09/02/2012 10:50:30
Os indígenas de nosso Mato Grosso do Sul, além de terem suas terras "roubadas" por grileiros/latifundiários, agora são discriminados em hospitais públicos, geridos com os impostos que a população tão arduamente paga. Agora a parade é Federal, é com o MPF.
 
MARCELLO MENDES em 08/02/2012 07:07:22
Quero dizer simplesmente....PARABENS MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL!!!
 
Edilson Pereira da Silva em 08/02/2012 05:32:32
O MPF deveria oferecer denúncia contra o diretor do hospital e não contra os funcionário que estavam apenas cumprindo ordem.
Não são as pessoas que discriminam ou são racistas, são as leis do nosso país.
(cotas em concursos, vestibulares, entre outros... agora criou-se hospital só para branco, ou para negros, ou ainda só para índios) Este é o pensamento que o Estado está cultivando no povo.
 
Eva Gomes em 08/02/2012 05:08:36
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