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13/07/2010 14:35

MS se livra da miséria em 2015, aponta projeção do Ipea

Redação

Em 2015, Mato Grosso do Sul deverá ter eliminado a miséria, ou pobreza extrema. O termo traduz condição de famílias que têm renda per capita de até um quarto de salário mínimo mensal para sobreviver, o equivalente hoje a R$ 127.

A projeção consta de estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado hoje, segundo o qual o Brasil todo estará livre da miséria em 2016.

O levantamento, baseado em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), mostra que entre 1995 e 2008 saíram da condição de pobreza absoluta 12,8 milhões de pessoas no País, enquanto 13,1 milhões superaram a condição de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal).

Em Mato Grosso do Sul, a taxa de pobreza extrema caiu de 43,9% em 1995 para 26,6% em 2008. No País, essa taxa diminuiu, no mesmo período, de 43,4% para 28,8%.

O Ipea levantou também a evolução da chamada taxa de pobreza absoluta, que é quando a renda per capta não passa de meio salário mínimo mensal, ou R$ 255,00 nos valores de hoje.

Em 2008, a taxa de pessoas nessa condição registrada em Mato Grosso do Sul foi de 8,7%, contra uma taxa de 16,1% registrada em 1995, conforme os dados levantados pelo Ipea.

O Instituto apontou, ainda, que a desigualdade de renda teve queda neste período. Num índice que varia de 0 a 1, Mato Grosso do Sul registrou 0,52 em 2008, enquanto em 1995, o índice de 0,55. Nacionalmente, a redução foi de 0,60 para 0,54 entre 1995 e 2008.

Desafios- A projeção do Ipea para o futuro indica que, para acabar com a miséria e fazer com que a pobreza absoluta diminua ao nivela aceital de 4%, os estados terão de apresentar ritmos diferenciados de redução da miséria, justamente por apresentarem níveis diferentes de distribuição de renda e de riqueza na atualidade.

Em Mato Grosso do Sul, para acabar com a miséria até 2015, a queda nesse índice terá de ser de 1,5 ponto percentual por ano.

O mesmo levantamento indica que, para o Brasil atingir a taxa de 4% de pobreza absoluta em 2016, precisará que o índice atual seja reduzido no ritmo de 3,1 pontos percentuais por ano, com variações regionais.

Na realidade projetada para Mato Grosso do Sul, uma queda do índice de 3 pontos percentuais anuais vai fazer que, em 2016, a taxa de pobreza absoluta esteja em 1,8%.

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