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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

17/12/2013 17:06

Operação isola "chefões" para enfraquecer atuação do PCC em MS

Bruno Chaves
Secretário de Justiça, Wantuir Jacini (ao centro), em companhia dos líderes das forças policiais durante coletiva de imprensa (Foto: Bruno Chaves)Secretário de Justiça, Wantuir Jacini (ao centro), em companhia dos líderes das forças policiais durante coletiva de imprensa (Foto: Bruno Chaves)

Seis chefões do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram presos na Operação Eríneas, deflagrada nesta terça-feira (17) pela Polícia Civil em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e outras forças policiais de Mato Grosso do Sul.

Os líderes estavam em presídios de Campo Grande e Dourados e foram remanejados para presídios federais, onde ficarão isolados e sem comunicação com outros presos. Os outros integrantes da facção estavam nas cidades de Três Lagoas, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo e Mundo Novo, alguns em presídios e outros em liberdade.

Ao todo, a operação cumpriu 67 mandados de prisão e de busca e apreensão; 63 pessoas foram presas e os três maiores presídios do Estado – Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, Penitenciária Harry Amorim Costa de Dourados e Presídio de Três Lagoas – passaram por pente fino.

Dos 63 presos na operação, 42 já eram detentos do sistema carcerário. As forças de inteligência das polícias avaliaram a influência que cada um deles exercia sobre os demais e decidiram fazer um esquema de transferência de presídios. Pelo menos 50% dos presos foram remanejados.

“Parece até redundância prender quem já está preso, mas esses indivíduos terão suas penas agravadas e evitaremos que eles fiquem em sociedade no fim do ano, com o direito de passar o Natal em casa”, disse o promotor do Gaeco, Marcos Alex Vera.

De acordo com a Lei Federal 12.850/2013, os presos na Operação Eríneas serão denunciados por integrarem facção criminosa e podem ter a pena agravada de três a oito anos, além da que já cumprem. No caso dos seis líderes, a penalidade pode dobrar.

Fora dos presídios, a Polícia Civil apreendeu 11 quilos de maconha e meio quilo de pasta base de cocaína, além de um revólver calibre 38. São 2,7 mil cigarros de maconha e 2 mil papelotes de cocaína que deixarão de ser consumidos no mercado local.

Fundador do PCC preso – Um dos presos na operação Eríneas foi um detento conhecido como Paulinho Neblina, um dos fundadores do PCC. Ele já cumpria pena no Presídio de Presidente Venceslau (SP) e será denunciado por integrar facção criminosa.

Paulinho Neblina foi um dos fundadores do PCC em 1993 na cidade de São Paulo. Ele tinha contato direto com Marcola - que também está preso e é considerado o chefão de toda a facção - e dava ordens para os seis chefões do grupo em Mato Grosso do Sul.

De acordo com as forças policiais, Paulinho exercia grande influência sobre os chefões do das cidades sul-mato-grossenses. “E todos eles já possuem antecedentes como tráfico, homicídios, roubos, furtos e outros. Agora, vão responder por mais um crime”, ressaltou Marcos Alex.

Crimes e importância do MS para o PCC – Os crimes cometidos e ordenados pelos integrantes do PCC eram, em sua maioria, voltados ao tráfico de drogas. “O tráfico é a força motriz deles. É o que financia”, contou o promotor.

Os integrantes costumam arrecadar dinheiro com roubos e furtos e investir o montante na venda de drogas. “O tráfico de entorpecentes é um megainvestimento para eles, já que conseguem ganhar até cinco vezes mais do que colocam”, revela.

Dessa forma, Mato Grosso do Sul tem grande importância para o PCC e figura como o terceiro estado de maior relevância para o grupo pelo fato de funcionar como rota e corredor da droga. O primeiro estado é São Paulo e o segundo é Minas Gerais por possuir grande mercado consumidor.

Objetivo Operação – A operação Eríneas teve como objetivo identificar os integrantes de facções criminosas dentro de fora do Estado e coibir possíveis crimes e ataques.

“Os trabalhos começaram em agosto. Mapeamos e identificamos esses integrantes que lideravam e orientavam crimes de tráfico e possíveis ataques em Mato Grosso do Sul”, explicou o promotor do Gaeco.

Integração das forças policiais – Para o secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Jacini, a política de integração entre as forças policiais foi muito importante para que a operação Eríneas fosse considerada um sucesso.

Ao todo, cerca de mil homens da Polícia Militar, Polícia Civil, Gaeco e Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) atuaram nos trabalhos. “Foi uma operação baseada em cima da inteligência que combateu o crime organizado e suas modalidades. Foi um sucesso das quatro estruturas organizacionais", garantiu.

Na coletiva de imprensa, estavam presentes o secretário de Justiça Wantuir Jacini; o delegado geral da Polícia Civil, Jorge Razanauskas; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto dos Santos Davi; o promotor do Gaeco, Marcos Alex Vera; e o diretor presidente da Agepen, Deusdete Oliveira.



Quer dizer que prenderam um monte de presos e fizeram investigações para dizer que o fundador do PCC faz parte de quadrilha ???
Isso que eu chamo de jogar dinheiro fora e a mais pura incompetência.
Eu, sem ser polícia nem gênio, sei que o cara faz parte de quadrilha, aliás acho que todos sabiam disso, menos a "Inteligência" da polícia.
E prender preso .... faça-me o favor né.
 
Marcio Sabatel em 19/12/2013 08:46:27
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