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Cidades

PF investiga vínculo de chefão do tráfico que opera em MS com a Suíça

Cabeça Branca é conhecido como “embaixador do tráfico” e foi preso no ano passado pela PF como parte da Operação Spectrum

Gabriel Neris | 20/05/2018 11:48
Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, no dia 1º de julho do ano passado, quando foi preso no MT (Foto: Divulgação)
Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, no dia 1º de julho do ano passado, quando foi preso no MT (Foto: Divulgação)

A PF (Polícia Federal) investiga os vínculos do traficante Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, e do doleiro Carlos Alexandre Souza, o Ceará, com a Suíça. Cabeça Branca é conhecido como “embaixador do tráfico” e foi preso no ano passado pela PF como parte da Operação Spectrum.

Nesta semana foi deflagrada a operação Efeito Dominó em sete estados, entre eles Mato Grosso do Sul, com o objetivo de desarticular a quadrilha internacional de tráfico de drogas comandada por Cabeça Branca. A PF cumpriu três mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e uma de prisão temporárias em Campo Grande, Dourados e Amambai.

De acordo com o portal UOL, a PF descobriu indícios de que uma das filhas do traficante e um dos filhos do doleiro estudaram em uma das escolas mais caras da Suíça. A suspeita é de que a presença dos dois seja um pretexto para enviar dinheiro do tráfico para o exterior.

Ceará foi preso na terça-feira durante a Operação Dominó. A PF argumenta que ele era um dos principais operadores financeiros de Cabeça Branca, responsável por depósitos, transferências e operações de câmbio ilegais com dinheiro do tráfico.

A ligação das duas famílias ficou evidente depois que a PF quebrou o sigilo das conversas por e-mail de Gabriel Barioni de Alcântara e Silva, apontado como namorado da filha do traficante, Luiza Pigozzo Rocha. Silva era estagiário da Justiça Federal, em Londrina (PR), e foi preso em novembro do ano passado acusado de ter vazado informações sobre processos de Cabeça Branca.

Em Campo Grande, os policiais prenderam Hamilton Brandão Lima – considerado uma das pessoas de ter contato direto com Cabeça Branca – em um condomínio de luxo na Vila Nasser. O pai do suspeito foi preso temporariamente em Dourados acusado de ser “laranja”.

Segundo a polícia, Pedro Araújo Mendes Lima e o filho formavam um dos dois núcleos de lavagem para legalizar o dinheiro que Cabeça Branca ganha da venda de cocaína para as facções criminosas brasileiras.

Com dinheiro fornecido pelo narcotraficante, Pedro e Hamilton plantam lavouras e criam gado em Mato Grosso do Sul. As investigações apontaram que após a prisão de Luiz Carlos da Rocha, no dia 1º de julho do ano passado, o esquema “esfriou” e os suspeitos passaram a adotar um comportamento discreto, mas sem parar as atividades.
Após as prisões, Pedro e Hamilton foram transferidos para a sede da Polícia Federal em Curitiba – delegacia responsável pela operação.

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