A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

07/01/2014 15:16

PF não encontra bala e conclui caso sem punir ninguém por morte de índio

Zana Zaidan

A Polícia Federal concluiu no dia 5 de dezembro o inquérito que investigava a morte do indígena Oziel Gabriel, 35 anos. O terena foi atingido por um tiro no dia 30 de maio, durante a reintegração de posse da fazenda Buriti, em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande.

O inquérito nº 240/2013, assinado pelo delegado Paulo Machado, tem 2.100 páginas, mas não aponta quem disparou a arma de fogo que causou a morte de Oziel. Conforme a assessoria de imprensa da PF, não houve indiciamentos porque o projétil não foi encontrado, por isso, não há como determinar a autoria.

Agora, o caso está nas mãos da Justiça Federal e do Ministério Público Federal, que receberam o documento no dia 6 de dezembro. Foram colhidos mais de 70 depoimentos, entre indígenas, policiais federais e militares - inclusive da então Cigcoe (Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), tropa de choque da PM, hoje alçada à Bope, que participou da reintegração - e jornalistas, além de anexados laudos técnicos periciais.

O caso – Oziel foi morto durante a operação de reintegração de posse da Buriti, que estava ocupada por índios terena desde o dia 15 de maio. Eles se negavam a deixar a propriedade, sob alegação de que a área é indígena. 

O proprietário da fazenda, Ricardo Bacha, conseguiu que a Justiça concedesse a reintegração, que foi cumprida no dia 30 de maio pela Polícia Federal, com reforço da Cigcoe. O conflito durou cerca de oito horas. Na época, o major Marcos Paulo Gimenez, responsável pela operação, afirmou que a PM não portava armas de fogo, apenas armamento não-letal.

Além de Oziel, outros cinco terena ficaram feridos, quatro homens e uma mulher. A Policia Federal garante que três policiais tiveram escoriações. No total, 15 indígenas foram detidos e encaminhados para a sede da PF, em Campo Grande.



O MPF certamente não deixará o assassinato de Oziel impune e "sem autoria". Se a PM afirma que portavam somente armas não letais, gás lacrimogênio, balas de borracha a PF não disse o mesmo. Se uma bala determina a autoria de um crime a policia investigativa e cientifica tem que ser extintas. Tudo é conversa pra boi dormir! O corporativismo falou mais alto. Depoimentos prestados pelos companheiros que estavam juntos com Oziel no exato momento do crime indicam que o tiro foi disparado a esmo em direção aos índios por um policial federal e esse matou o índio. É preciso se concentrar mais no Hospital Elmiria onde o corpo foi levado e onde não havia legista mas enfermeiros e médicos!A conclusão do inquérito é a mesma palhaçada do mensalão, onde tudo foi feito pra "dobrar" a justiça e a verdade.
 
samuel gomes-campo grande em 07/01/2014 17:16:40
O tiro pode ter partido, inclusive, de outro indio, afinal eles tem desavenças entre eles.
 
maximiliano nahas em 07/01/2014 16:23:54
Se o projétil transpassou a cabeça do índio, provavelmente trata-se de munição 9mm, e quem usa esse tipo de armamento é a PF.
 
Luiz Freitas em 07/01/2014 16:17:29
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions