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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/02/2010 17:10

Polícia irá investigar incêndio que atingiu 8 terrenos

Redação

Após denúncia de moradores do bairro Jardim Mansur, na região do Vilas Boas, em Campo Grande, a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais) irá investigar se houve dano ambiental em um incêndio ocorrido nesta manhã em oito terrenos que ocupam praticamente um quarteirão na avenida Rita Vieira de Andrade.

O fogo começou por volta das 10h de hoje e levou duas horas até que consumisse o matagal. Durante esse tempo, os vizinhos sofreram com o calor e a fumaça provocados pela queima, por isso decidiram denunciar o caso à Polícia.

O bancário Jaime Podkowo, de 39 anos, conta que não é a primeira vez que isso ocorre, o último incêndio foi há seis meses.

Hoje, ele teve que tirar de casa os dois filhos, de um e três anos, e depois levá-los ao pediatra por conta da fumaça que tinham inalado. "Com o calor não dava nem para ficar dentro de casa", detalha.

A situação na quadra, que faz frente também com as ruas Sandro Aves Lima e Nestor Frederico Pache, que hoje atingiu um ponto crítico, há tempos causa transtorno na vida dos moradores. Os mais recentes sequer sabem quando o problema teve início, pois quando mudaram a situação da área já era precária.

Jaime conta o mato atrai animais peçonhentos, e vários vizinhos já encontraram cobras nos quintais vindas dos terrenos. A área também tem atraído marginais, o que preocupa ainda mais a população.

Ninguém sabe ao certo quem é o responsável. No bairro, a informação que os moradores têm é que o dono mora no Rio de Janeiro e aguarda valorização da área para se desfazer dela.

O morador Márcio Roberto Von Rosenthal, de 41 anos, foi quem procurou a Polícia para denunciar o incêndio, após ser orientado pelo Corpo de Bombeiros.

Ele reclama que sempre colocam fogo na área, mas não sabe quem é o responsável pela ação. Após o incêndio, a casa dele ficou repleta de sujeira e de cinzas.

Há 20 anos no bairro, a dona de casa Ivonete Farias Pereira, de 50 anos, conta que já procurou a administração municipal para reclamar do mato nos terrenos. "Ao invés do proprietário receber notificação, nós é que recebemos fogo", reclama.

Ela conta que na hora do almoço não era possível sequer passar pelas ruas ao lado da área, por conta do calor e da fumaça.

Crônico - Vários outros pontos da cidade enfrentam problema semelhante ao do Jardim Mansur, pois donos de terrenos costumam colocar fogo para limpar as áreas. Com isso, quem sofre são os moradores do entorno.

Nesta tarde, incêndio em um terreno na avenida Interlagos tirou o sossego dos vizinhos. Apesar do fogo não ser alto, a fumaça foi intensa.

"Há nove anos sofro com isso", desabafa a vendedora Lourdes Predi, de 51 anos. Ela conta que toda vez que os donos vão limpar o local utilizam o mesmo procedimento.

Hoje, ela chegou a ver um rapaz de motocicleta parar no local e atear fogo, mas não sabe quem é o proprietário da área, próxima do Rádio Clube Campo.

Procedimento - O delegado Fernando Villa de Paula, titular da Decat, explica que o primeiro procedimento que será tomado após a denúncia dos moradores do Jardim Mansur será encaminhar perícia ao local, para verificar se houve dano ambiental com o incêndio.

Se houve poluição, será instaurado inquérito para detalhar a situação da área e quem é o proprietário dela. Comprovado crime ambiental, o dono poderá ser condenado por um a quatro anos de reclusão.

Entretanto, ele ressalta que a delegacia cuida apenas da punição penal, e multa pelo abandono da área pode ser aplicada apenas pela Prefeitura, como infração administrativa.

O delegado informou que já solicitou perícia para a área, mas não há data de quando ela será realizada no bairro.

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