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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

02/09/2009 14:25

Polícia quer imagem que pode desvendar morte de professora

Redação

A Polícia Civil de Ponta Porã, município distante 348 quilômetros de Campo Grande, ainda tena acesso às imagens gravadas pela câmara de segurança de uma agência bancária em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, que podem ajudar a desvendar a morte da professora Gicela Maria Vangissel Muller, assassinada em Sanga Puitã, município paraguaio na fronteira com Mato Grosso do Sul, no dia 12 de agosto deste ano.

A Polícia paraguaia havia divulgado que as investigações sobre o caso seriam feitas em sigilo, entretanto nenhum comunicado foi entregue à Polícia brasileira.

O delegado Clemir Vieira Júnior, da Polícia Civil de Ponta Porã, afirma que irá solicitar ao Ministério Público paraguaio, que conduz as investigações, cópia das imagens feitas na agência bancária.

Se o pedido não for atendido, explica o delegado, a Polícia brasileira irá se colocar à disposição para ajudar a analisar as imagens.

Nesta manhã, o Ministério Público do Paraguai, por meio do promotor Sisto Marin, percorreu estabelecimentos comerciais no centro de Pedro Juan, perto de onde o veículo da professora foi abandonado.

A intenção foi localizar outras câmeras de vídeo que tenham registrado o momento em que o veículo de Gicela passou pelo local.

De acordo com a Polícia, em apenas uma agência bancária foram encontradas duas câmeras posicionadas para a rua.

Nos outros estabelecimentos, o equipamento não estava posicionado da maneira adequada ou as imagens não foram salvas, explica o delegado da Polícia Civil de Ponta Porã.

O promotor de Justiça paraguaio deverá solicitar a gravação dessa agência, feita no dia 12 de agosto, data em que a professora desapareceu. "Essas imagens podem facilitar muito o trabalho", afirma o delegado.

Com a imagem de quem estacionou o carro da professora, será possível localizar o suspeito e desvendar as circunstâncias de sua morte.

Investigação - O corpo de Gicela foi encontrado no dia 13 deste mês, com sinais de tortura e estrangulamento. Na ocasião, a suspeita foi a de que a professora tivesse sido torturada por bandidos que tentavam obter a senha do banco.

Contudo, a investigação sobre a morte praticamente não avançou, nem foram apontados suspeitos para o crime. Como não havia confirmação do local exato onde ela desapareceu, o início das investigações envolveu as polícias brasileira e paraguaia.

"Se ele tivesse sido sequestrada em território brasileiro, iria envolver a Polícia do Brasil", justifica o delegado Clemir.

Com o andamento dos trabalhos, ficou confirmado que Gicela desapareceu em território paraguaio, e o caso foi assumido pelo Ministério Público de Pedro Juan Caballero.

Entretanto, uma equipe da Polícia Civil de Ponta Porã ficou à disposição para colaborar com as investigações, já que o crime ocorreu na região de fronteira e chocou a população dos dois países.

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